Diário do Vale do Colchágua - Chile: Viña MontGras

Publicado por Blog Vinho SIM em 23.7.12 com 2 comentários

Entrada da vinícola: símbolo da MontGras

Se eu precisasse descrever a minha visita/degustação à Viña MontGras com apenas uma palavra, esta seria: IMPERDÍVEL.
Minha viagem ao Vale do Colchágua rendeu uma dezena de visitas e degustações nos mais variados tipos de vinícolas: moderna, butique, sofisticada, "estrela", etc e dezenas de provas de vinhos excepcionais, porém nenhuma delas pode se comparar à MontGras.
O atendimento simpático e a capacidade de percepção dos atendentes da vinícola é surpreendente, principalmente o amigo Cristian O. Rojas e suas incríveis paciência e didática durante a visita.


Ao organizar minha viagem, selecionei algumas vinícolas onde gostaria de estar e fiz reservas a partir daqui mesmo, via e-mail. A Viña MontGras não estava nos meus planos, mas a sra. Leonor, dona da Posada Colchagua (por sinal, excelente!) me recomendou tanto a visita que acabei aceitando sua sugestão. Somente ao chegar à MontGras é que consegui entender o porquê de tanta insistência!

Diferentemente do que ocorreu em algumas visitas/degustações que fiz no Vale do Colchágua, na MontGras, o Cristian, que nos recepcionou, não demonstrava pressa alguma e foi extremamente solícito em esclarecer todas as nossas dúvidas. Fizemos um belo passeio em meio às vinhas experimentais da vinícola, conhecendo todos os tipos de videiras de perto e, em vários casos, provando as próprias uvas direto no pé. Muito interessante.

O passeio pela vinícola também foi bastante interessante, com direito até a provar do próprio tanque o MontGras Reserva Merlot 2011, que ainda não estava nem pronto! Esses detalhes tornam este passeio simplesmente imperdível, já que é muito diferente do que acontece normalmente. Muito bom.

Merlot direto da fonte!

Na degustação provamos 6 vinhos. Os reservas Carmenère 2010 e Merlot 2010, o Quatro 2010, os Amaral Chardonnay 2009 e Amaral Sauvignon Blanc 2011 e o Antu Ninquén 2009.

Os vinhos da linha Reserva mostraram-se bastante bons. Ambos bem frutados, com taninos bem afinados e madeira bem integrada. O carmenère mostrou-se mais complexo, um pouco defumado, muito bons.
O Quatro 2010, um blend de 45% Cabernet Sauvignon, 20% Carmenère, 20% Syrah e 15% Malbec também foi uma ótima prova. Vermelho rubi de média intensidade e alguns tons violáceos. Na nariz, além de frutas vermelhas e negras, baunilha, fumo, cassis e alguns toques herbáceos. Na boca tem bom corpo, taninos finos. Ameixa madura e um toque apimentado completam a matriz gustativa deste ótimo vinho, que recebeu 89 pontos de Robert Parker.


Os vinhos da linha Amaral e o Antu Ninquén são tão bons que merecem um post só deles! Nos links acima você pode ler as NDs e saber mais detalhes da produção destas preciosidades do Chile.


Saí da visita/degustação com a certeza de ter passado ótimos momentos, de ter vivido uma experiência fantástica e de ter feito mais um amigo, o Cristian, a quem gostaria de deixar meus agradecimentos públicos pela atenção e pelo excelente trabalho desenvolvido!

Talita, Cristian e eu

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