Massolino - Barolo Clássico 2006

Publicado por Blog Vinho SIM em 15.10.12 com Sem comentários

Assim como na França, sempre que pensamos em vinho pensamos em Bordeaux e Borgonha, na Itália, sempre que pensamos no maravilhoso líquido, duas regiões travam uma disputa à parte: Toscana e Piemonte. E Brunello de Montalcino e Barolo são os grandes destaques nessa disputa.

Já escrevi um pouquinho sobre o Brunello de Montalcino aqui (leia) e agora chegou a vez de falar um pouco sobre o Barolo, que é um vinho produzido nas cercanias da cidade de mesmo nome no Piemonte, com a uva Nebbiolo.

A região do Piemonte produz muitos vinhos além dos famosos Barolo, como os extraodinários Barbera, os sempre surpreendes Dolcetto, os espumantes Asti, os famosos brancos feitos com a uva Moscato, o quase “irmão mais novo” do Barolo, o Barbaresco, além de muitos outros, mas deixarei para falar das outras estrelas da região em posts futuros, me atendo, no momento, apenas ao Barolo.

Os Barolo são comumente chamados de “rei dos vinhos”, justamete por ser considerado um dos melhores e, certamente, mais tradicionais vinhos do mundo. Sua composição deve ser 100% da uva Nebbiolo, conhecida por gerar vinhos com muita estrutura, taninos extremamente marcantes e muita personalidade. Especialistas em videiras e parreiras, acreditam que a Nebbiolo é autóctone do Piemonte, mas há controvérsias, uma vez que há relatos de vinhedos muito antigos também na Lombardia. A primeira citação explícita desta uva na região do Piemonte data de 1268.

A área de produção do Barolo tem como centro justamente a cidade de Barolo, situada nas colinas de Langhe, próxima à cidade de Alba. Algumas da principais cidades que compõe a zona de produção “Barolo” são Castiglione Falleto, La Morra, Monforte d’Alba e Serralunga D’Alba.

É isso. Após entender um pouquinho sobre a região, vamos ao “nosso” Barolo, o Massolino 2006.

Produzido com uvas provenientes de Serralunga, na taça apresentou uma cor vermelho rubi intenso com traços granada, límpido e com ótimo brilho.
Os aromas florais e de cerejas e framboesas maduras se destacam de cara, sendo acompanhados por toques tostados e algumas “pitadas” de especiarias. Taninos bem marcados e final longo.

Seria redundante ressaltar a vocação gastronômica deste vinho, e como sugestão ficam as carnes de sabores marcantes, como um guisado de cabrito ou mesmo um cabrito assado, linguiças de temperos fortes e, de preferência, defumadas, além dos fantásticos embutidos italianos diversos.

R$ 260,00 (Grand Cru) | Álcool 13,5 – 14% (apresentado assim pelo produtor)


Avaliação VINHO SIM: REFINADO / Relação QUALIDADE-PREÇO: BOA
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