sexta-feira, 27 de abril de 2012

Vinícola KRANZ na EXPOVINIS 2012


Nascida em 2007 na cidade de Treze Tilias/SC, a Vinícola Kranz produz vinhos somente com uvas plantadas acima dos 1200m de altitude oriundas de São Joaquim, Caçador e Campos Novos.
Apesar de jovem, a vinícola já produz bons vinhos, como os apresentados pelo atencioso sr. Manuel Alves para mim na EXPOVINIS 2012.

Kranz Viognier 2011

Ainda pouco explorada no Brasil, creio que esta uva tem chamado a atenção dos produtores brasileiros pois tem dado ótimos vinhos no Chile.
Neste exemplar, a cor amarelo esverdeado predomina, assim como aromas de banana, melão e toques de maracujá. Algumas notas florais também aparecem. Já li algumas NDs apontando aromas de querosene, mas não o peguei nesta degustação. Na boca apresenta-se equilibrado, mas acredito que um pouco mais de acidez deixaria este vinho com mais personalidade. Final de boca curto. É um vinho diferente da maior parte dos brancos disponíveis no mercado, vale a pena ser experimentado.

Kranz Merlot 2008


Vermelho rubi. No nariz aparecem frutas pretas, algumas notas florais e um toque de grafite, que confere certa complexidade a este vinho. Na boca apresenta média estrutura e boa acidez. Tem um estilo que me agrada, já que, ao contrário de muitos vinhos “modernos”, não apresenta doçura residual, é bem equilibrado. Taninos bem maduros deixam o vinho fácil de beber. Para quem procura uma opção diferente de Merlot brasileiro, este pode ser uma boa opção!

Espumante Rosé Brut 2010


Bela cor amarelo-rosado, acobreado, com bastante brilho. Perlage fina e persistente. No nariz os aromas de maçã e pera com algum toque de móveis de campo não chama muito à atenção, mas na boca, as notas frutadas e a acidez corretíssima tornam este vinho, ao meu ver, o melhor da degustação. É um espumante feito 100% de Cabernet Sauvignon em que a vinícola acertou em cheio, merece destaque! Seu preço na casa dos R$ 30,00 o torna um ótimo custo-benefício.

É isso, uma boa degustação de alguns vinhos KRANZ pelo blog Vinho SIM na EXPOVINIS 2012. Saúde.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

EXPOVINIS 2012 - Wines of Chile - Descobrindo os brancos chilenos


A Expovinis é um evento muito bem organizado e frequentado, mas tem um grande problema: é muito difícil definir prioridades de visitação para que a feira não se torne uma mera oportunidade de encher a cara de vinhos!
Ótimas oportunidades de aprender são as degustações dirigidas oferecidas pelo próprio evento nas salas de degustação (têm um custo), por algumas importadoras (em geral, somente com convite), pelo SENAC (sem custo, apenas exige uma inscrição com antecedência) ou por algumas instituições nos estandes próprios, como foi o caso desta degustação aberta, intitulada “Descobrindo os brancos chilenos”, realizada pela Wine of Chile e dirigida por Marcelo Copello, um dos grandes formadores de opinião do mundo do vinho!

Créditos: http://www.facebook.com/winesofchile.BR?sk=wall&filter=3. Acesso em abr/2012


Foram degustados às cegas 4 vinhos que, um a um, foram revelados por Copello. Segue-se a ordem:

1) Santa Helena – Selección del Directorio – Sauvignon Blanc - 2011

Mostrou-se amarelo esverdeado, com intensos aromas de pimentão e grama cortada. Na boca uma boa acidez equilibrando as frutas tropicais como maracujá e abacaxi. Produzido na região Paredones, no Vale do Colchágua, é um bom vinho, com uma estrutura interessante, cremoso e final de média persistência. Gostoso.

2) Castillo de Molina – Sauvignon Blanc – 2010

Produzido no Vale Elqui, região um pouco mais fria que o Vale do Calchágua. Este SB também mostrou-se amarelo esverdeado, mais elegante, porém menos estruturado que o anterior. Os aromas herbáceos e cítricos, típicos da casta, predominam. Na boca, uma certa mineralidade confere certa complexidade a este exemplar. Interessante.

3) Cousiño Macul – Sauvignon Gris – 2011

O terceiro vinho da degustação já apresentou diferenças notáveis para os dois primeiros. No visual, um amarelo dourado de pouca intensidade, transparente e brilhante. No nariz mostrou algumas notas florais - o que me levou a “apostar” erradamente que pudesse ser um Viognier - e já alguma fruta madura. Nada de toques herbáceos, nem presença de carvalho. Na boca uma boa estrutura e certa untuosidade. Os 13,9% de álcool foram totalmente despercebidos, bem equilibrado. Interessante também.

4) Emiliana – Chardonnay + Viognier + Marsanne + Roussanne – 2009

Seguindo a tendência de aumentar a estrutura dos vinhos no decorrer da prova, o Emiliana mostrou-se amarelo dourado intenso, bem brilhante. Os aromas tostados, de fruta madura e algo floral já se destacaram. Na boca, a confirmação da madeira: uma bela untuosidade e aquele amanteigado típico dos Chardonnay amadeirados. Um belo vinho, com bastante estrutura. Ótima escolha da Wines of Chile para encerrar a degustação. Não foi o meu favorito, mas ganhou o voto da maioria dos participantes da degustação.



Uma ótima degustação. Ao final, fomos presenteados com o exemplar 1 da Revista Baco, autografada pelo Marcelo. Parabéns à Wines of Chile pelo evento!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Vinho SIM na EXPOVINIS!


Amanhã (24/04) começa a maior feira de vinhos da América Latina e, assim como todos os amantes do vinho, eu não poderia deixar de estar lá!
Amanhã e quarta-feira (25/04) estarei lá e em breve posto as melhores novidades dedicadas à galera que não poderá comparecer e especialmente aos amigos de outros estados que estão longe!

Parceria com o Empório D'vino
 É isso, “tamo junto”!

sábado, 21 de abril de 2012

Diário do Vale do Colchágua - Chile: Viña Montes

Talita na entrada da Viña Montes, em Apalta, Vale do Calchágua

Aurelio Montes, um enólogo chileno com vasta experiência em produção e Douglas Murray, um administrador de empresas com MBA em Vinhos em Bourdeaux (estudou com Mondavi e Baronesa Philippine de Rothschild), amigos que se conheceram trabalhando na vinícola San Pedro, tinham convicção que o mercado de vinhos de grande qualidade podia crescer muito no Chile e assim, em 1987, decidiram partir para este projeto, produzindo inicialmente dois vinhos de forma bastante artesanal, o Montes Alpha Cabernet Sauvignon e Montes Classic Cabernet Sauvignon.
Com o sucesso de vendas dos primeiros vinhos, incorporaram em 1988 dois sócios: Alfredo Vidaurre e Pedro Grand, nascendo formalmente a Viña Montes (http://www.monteswines.com/home.php) no Vale de Apalta, coração do Vale do Colchágua, Chile. A vinícola é hoje conhecida no mundo todo pelos seus excepcionais vinhos, premiados em mais de 100 países.

Agendei nosso passeio a partir daqui, enviando um e-mail solicitando informações sobre opções de visitas e degustações e eles me retornaram oferecendo algumas opções. Escolhemos a denominada Tour Icono, em que poderíamos eleger um dos vinhos ícones da vinícola para degustação.

Do centro de Santa Cruz (centro do Vale do Colchágua) até o Vale de Apalta gastamos R$ 25,00 de táxi e chagamos na hora marcada. O tour pelos vinhedos e pela vinícola é bacana, mas não apresentou nada de diferente à outras visitas que já fizemos, exceto pelas lindas paisagens e instalações.

Vista da vinícola e dos vinhedos da Montes

Terminado o tour, que durou aproximadamente 1h, fomos para a sala degustações. A degustação que incluiria um vinho da linha Limited Selection, um vinho da linha Alpha e um vinho ícone se transformou numa das melhores degustações que já fizemos quando o sommelier nos avisou que, por conta de uma degustação realizada pelos enólogos da vinícola do dia anterior, poderíamos provar os três ícones da Viña Montes, o Purple Angel, o Montes Folly e o Alpha M. Que maravilha, Baco estava conosco!


 


Começamos muito bem com o Limited Selection Sauvignon Blanc 2010, um vinho produzido com uvas provenientes do Vale do Leyda, sub região do Vale de San Antônio, a apenas 12 km do Pacífico. Vinho de bastante personalidade e tipicidade. Muita fruta, como abacaxi, manga e maracujá, com alguns toques temperados compõem a matriz aromática desde vinho. Na boca apresenta excelente acidez e muito equilíbrio entre fruta, acidez e doçura. Certamente um super best buy chileno.

Na sequência provamos o Purple Angel 2009, um corte de 92% Carmenère e 8% Petit Verdot. Vermelho rubi intenso. No nariz tabaco,  bastante fruta e o toque da madeira bem afinado. Um vinho de ótima qualidade, porém, achei que o álcool se sobressai um pouco, o que, ao meu ver, é inadmissível para um vinho que, no Brasil, é vendido na faixa dos R$ 200,00.

O próximo vinho provado foi o Folly 2007, produzido com 100% Syrah e com 15% de graduação alcoólica. Vermelho rubi intenso com alguns toques violáceos. No nariz muitas notas tostadas, muita especiaria e fruta madura. Na boca apresentou taninos bem maduros e confirmou frutas maduras e especiarias, que lhe são um toque apimentado bem interessante. Apesar dos 15% de álcool é extremamente equilibrado, um vinho excepcional.

O último vinho da degustação seria o Alpha M 2009, um corte de 80% Cabernet Sauvignon, 10% Cabernet Franc, 5% Merlot e 5% Petit Verdot. Vermelho rubi violáceo de média intensidade. No nariz bastante baunilha, provenientes dos 18 meses de estágio em carvalho francês, toques de especiarias, capuccino e ameixas secas. Médio corpo. Taninos bem afinados. O final é um pouco adocicado para o meu paladar, mas, sem dúvida, é um vinho de extrema qualidade.

Conversando com o sommelier que dirigia a degustação, perguntei sobre o que os enólogos esperavam em termos de envelhecimento destes vinhos ícones da Montes. Foi quando ele nos ofereceu a prova de um Alpha M da safra de 1998, solicitando que nós mesmos tirássemos alguma conclusão. Como recusar? Baco realmente estava conosco!

Fomos ao Alpha M 1998. Com coloração já tendendo para o castanho, o vinho apresentou aromas bem interessantes de frutas secas, especiarias e ainda toques provenientes da madeira, como baunilha. Na boca muito redondo e vivo, mostrando que ainda vai evoluir e que, possivelmente, a cada vez que for aberta uma garrafa, os degustadores terão o prazer de degustar um vinho diferente, evoluído e, acredito eu, sempre muito bom!



Nossa tarde terminou com a compra de algumas garrafas e a certeza de ter feito uma visita/degustação excepcional, que valeu muito.


Sala de degustações e loja

Ao final, nada mais justo que agradecer ao anjo símbolo da Viña Montes, pelo excelente dia e pelos excelentes vinhos!



sexta-feira, 20 de abril de 2012

Bodegas MURVIEDRO – Reserva / Tempranillo + Monastrell + CS / 2007


Apesar do aumento considerável da qualidade dos vinhos espanhóis nos últimos anos, confesso que ainda fico meio com o pé atrás quando vou provar vinhos destas DOs relativamente novas e, às vezes, pouco conhecidas aqui no Brasil, como é o caso da D.O. Valência.
Trazido pela Sociedade da Mesa (R$ 38,70) foi uma grata surpresa para mim.
Vermelho rubi de média intensidade. No nariz apresenta bastante fruta madura, um toque de fumo e notas de côco, certamente provenientes dos 12 meses de estágio em barricas de carvalho americano. Na boca confirma bastante fruta madura, taninos bem finos e acidez correta, enfim, bastante equilibrado. Média persistência. Quem tiver algum guardado, sugiro não guardar mais, não acredito que irá evoluir mais.


Abri este vinho para acompanhar uma pizza, mas é um vinho com boa vocação gastronômica que deve ficar ainda melhor se acompanhado por pratos pouco gordurosos, como um lombinho ou uma costelinha de porco com molhos leves ou mesmo assados.


Avaliação Vinho SIM: ÓTIMO (15/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO:ÓTIMA.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Quinta da Lixa - Vinho Verde - 2009



Conheci este vinho numa degustação realizada pela Maison des Caves e, na ocasião já fiquei impressionado pelo aparente excelente custo-benefício (R$ 40,00). Produzido pela Quinta da Lixa a partir das castas Trajadura e Loureiro este é um belo exemplar para eliminar o preconceito que os vinhos da região do Vinho Verde, em Portugal, me causavam.

A atual região demarcada dos Vinhos Verdes estende-se por todo o noroeste do país, na zona tradicionalmente conhecida como Entre-Douro-e-Minho e tem como limites a norte o rio Minho (fronteira com a Galiza) e a sul zonas montanhosas que constituem a separação natural entre o Entre-Douro-e-Minho Atlântico e as zonas do país mais interiores de caracacterísticas mais mediterrânicas, e por último o Oceano Atlântico que constitui o seu limite a poente. Trata-se de uma região que recebe grande influência do oceano atlântico, gerando vinhos com características bastante típicas. Bem, a região dos Vinhos Verdes pode ser tema para uma postagem futura se algum seguidor do blog assim desejar! (Fonte: http://www.vinhoverde.pt/default.asp)

Vamos ao que interessa: o Quinta da Lixa 2009!
O amarelo esverdeado com tons de dourado não impressiona, parece até um pouco pálido, mas os aromas de maçãs verdes, erva doce e de flores são bastante sedutores. Na boca confirma frutas cítricas e apresenta uma acidez excepcional, que me faz lembrar imediatamente de pratos a base de peixes e frutos do mar, como um vinagrete de mariscos e polvos ou mesmo um filé de linguado grelhado.

Como um grande apreciador da culinária portuguesa, o bacalhau está entre meus pratos favoritos e já tentei diversas harmonizações, quem já praticou esse exercício sabe que não é dos mais simples, mas esse vinho foi uma bela escolta para este Gomes de Sá, casou muito bem. Fortemente recomendado!

R$ 40,00 (Maison des Caves) | Álcool 11,5% | Acidez total: 6,0g/L | Acúcar residual < 2,0 g/L

Avaliação Vinho SIM: ÓTIMO (15/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO:ÓTIMA.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Etchart - C. Rosa - Chardonnay - 2009


Comprei este vinho no freeshop de São Paulo e, apesar de ser um Gran Reserva e ter lido recomendações dele num livro argentino, confesso que não tinha grandes expectaticas, já que se trata de um exemplar que custou por volta de R$ 30,00. Lançado em homenagem à Carmen Rosa, esposa do fundador da Bodegas Etchart, Arnaldo Benito Etchart, este vinho é produzido com 100% Chardonnay plantadas à 1750m acima do nível do mar, no Valle de Cafayate, na província de Salta, Argentina.

Cor muito bonita, amarelo levemente dourado, muito límpido e brilhante. No nariz, como “prometido” pelo produtor em seu site (http://www.bodegasetchart.com/intro.php), frutas tropicais, como abacaxi e banana. Um pouco de pera também aparece, mas esta já não tão simples de notar. O aroma de baunilha proveniente do tempo em madeira (15 meses) também aparece. Uma estrutura cremosa, com boa concentração de fruta e ótimo equilíbrio encantam o paladar.

Nesta ocasião escolhi um risoto de limão siciliano acompanhado de um salmão grelhado com molho de alcaparras para a harmonização e deu bastante certo, mas certamente este vinho harmonizaria muito bem com massas à base de molhos brancos leves ou mesmo um molho de manteiga de sálvia, frutos do mar em geral, assim como algumas pizzas pouco condimentadas.


É isso, ótima compra, recomendado!


Avaliação Vinho SIM: ÓTIMO (15/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO: EXCELENTE

domingo, 15 de abril de 2012

Casa Perini - Barbera - 2007


Um belo dia, num passado razoavelmente distante (pelos idos de 2007 ou 2008), comprei um Casa Perini Barbera 2005, harmonizei-o com uma massa (não me lembro qual) ao sugo e achei que sua acidez e meu molho de tomates frescos tinham nascido um para o outro. Algum tempo passou e decidi procurar novamente por aquele vinho, mas apenas encontrei o da safra 2006. Com a reputação já adquirida, decidi comprei duas garrafas, mesmo não sendo da mesma safra. Ao experimentar o 2006, achei extremamente ácido e com pouca presença aromática e gustativa, meio sem graça. Decidi guardá-lo por algum tempo, pois acreditei que poderia melhorar com o tempo.

Dias atrás me deparo com um nhoque de batatas com o belo molho vermelho caseiro feito com tomates frescos. Era a hora de dar a merecida segunda chance ao Barbera 2006. Ao abrir a garrafa já senti que a acidez estava ainda prevalecendo, mas sem querer fazer nenhum tipo de julgamento antecipado, provei-o. Não vou dizer que é um vinho de péssima qualidade, mas este defeito da acidez excessiva é bem desagradável. Apesar de saber que as chances eram minísculas e que o procedimento não tem esta indicação, decidi colocá-lo no decanter na esperança que uma aeração pudesse lhe trazer um pouco mais de vida. Não deu.


A acidez realmente prevalece demais neste vinho, apresentando como resultado final certo desequilíbrio. Sinceramente, acredito que o melhor destino para este Barbera seja um belo tempero para uma salada de escarola com torresmo ou alguma outra receita em que a acidez se faça necessária.


R$ 29,00 | Alcool 13,0%

Avaliação Vinho SIM: RAZOÁVEL (11/20)


sábado, 14 de abril de 2012

Lídio Carraro - Elos / Malbec + Cabernet Sauvignon / 2007


Proveniente de uvas plantadas em Encruzilhada do Sul, no RS, este tinto é potente e, como todos da vinícola Lídio Carraro, não tem passagem por carvalho. 

Com uma coloração rubi intensa, brilhante, assim que aberto expressa aquele aroma de terra molhada, bem típico dos vinhos do Sul do Brasil. O segundo momento aromático vem cheio de frutas vermelhas maduras. Na boca apresenta média estrutura e taninos macios. Seu final de média persistência é bem saboroso. É um vinho ótimo para acompnhar queijos médios, tábuas de frios, massas com molhos à base de bacon, calabresa ou mesmo molhos brancos "fortes" como 4 queijos, e pizzas em geral.

Na minha opinião é um vinho com custo-benefício apenas razoável (algo em torno de R$ 70,00), tenho convicção que existem melhores opções no mercado nesta mesma faixa de preço. 
 

Nesta oportunidade harmonizei o vinho com uma tábua composta por ramon serrano e queijo parmesão, um patê de tomates secos e um pão italiano para acompanhar. Foi uma boa escolha. 
 

R$ 42,00 | Alcool 12,5% 


Avaliação Vinho SIM: ÓTIMO (14/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO: RAZOÁVEL

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Antu Ninquén - Syrah - 2009


Produzido no coração do Vale do Colchágua pela excepcional Viña MontGras (www.montgras.cl) através de seu projeto denominado Ninquén, este Syrah é considerado o primeiro “vinho de montanha” do Chile.

Cor vermelha rubi intensa e aromas de amoras e cerejas maduras, com toques de especiarias e baunilha descrevem um buquê sensacional. Na boca mostra-se muito carnudo, intenso, denso com riqueza e profundidade, emoldurado por taninos muito maduros e um final bastante longo. Os 90 pontos de Robert Parker são insuficientes para descrever a riqueza deste vinho. Excelente compra.


Avaliação Vinho SIM: REFINADO (17/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO: EXCELENTE

Estampa Estate Viognier + Chardonnay 2011

Conheci este vinho numa degustação realizada na própria Viña Estampa, localizada no Vale do Colchágua, Chile e achei-o bastante interessante, especialmente pelo blend entre as uvas Chardonnay e Viognier, esta última pouco conhecida no Brasil. Aliás, a Viña estampa é uma especialista em blends, não produzem varietais.

De uma amarelo dourado de média intensidade, muito límpido e brilhante este vinho começa a chamar à atenção quando os aromas de abacaxi em calda e de frutas tropicais começam a explodir. Manga e banana são bastante evidentes, além de notas de anis.
Na boca é extremamente delicado e muito cremoso, confirmando abacaxi maduro e frutas tropicais, boa complexidade.
Excepcionalmente bom para sua faixa de preço (algo em torno de USD$ 10,00), em breve certamente será indicado como best-buy pelas grandes publicações.


Como já conhecia o vinho, escolhi harmonizá-lo com uma casquinha de siri (excepcionalmente bem feita pela minha esposa, Talita!) e salada de rúcula e tomates secos. Excelente pedida.


Altamente recomendados o vinho e a harmonização! 

Avaliação Vinho SIM: ÓTIMO (16/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO:ÓTIMA.

Viagem ao Uruguai - BODEGA MARICHAL

VISITA / DEGUSTAÇÃO – BODEGA MARICHAL
(http://www.marichalwines.com/)

Há algum tempo venho acompanhando o mercado de vinhos uruguaios e aumentando meu interesse em relação à uva Tannat, que produz alguns vinhos com muita cor e bastante intensos também, ótimos para acompanhar pratos com boa estrutura de molhos e principalmente carnes na brasa, especialidade uruguaia.

A Bodega Marichal fica localizada no distrito de Canelones, a aproximadamente 40 km de Montevidéu, mas o acesso é bem tranquilo. É possível tomar um ônibus desde Montevidéu até Canelones e de lá seguir de táxi até a vinícola ou ir direto de taxi desde Montevidéu, que foi nossa opção, gastando por volta de R$ 70,00.

Chegando à Bodega, fomos recebidos diretamente pela sommelière Lorena Curbelo, com quem eu tinha acertado tudo via e-mail a partir daqui do Brasil mesmo. Fizemos um breve passeio pela vinícola e fomos para a sala de degustação, onde um grupo de Jundiaí já nos esperava para também participar da degustação.

Começamos com os dois brancos da linha Premium, Sauvignon Blanc e Chardonnay. Vinhos agradáveis, corretos, bons aperitivos, mas que não chamaram à atenção.

Seguimos para a linha Reserve Collection, onde degustamos o Tannat, o Pinot Noir/Tannat e o sensacional Pinot Noir blanc de noir/Chardonnay, que agradaram bastante, com excepcional custo-benefício, algo em torno de R$ 55,00 no Brasil. Vinhos de extrema qualidade, principalmente o Pinot Noir/Chardonnay que, se o Uruguai não estivesse ainda na periferia do mundo vitivinícola, certamente seria aclamado como um best buy e um dos melhores “brancos” da América do Sul. É um vinho branco na concepção, mas sua cor salmão-clara é muito mais parecida à de um rosé. 


 Marichal Pinot Noir blanc de noir/Chardonnay 2010

Na sequência fomos convidados a experimentar o também fantástico Grand Reserve Tannat A 2007, um vinho de extrema personalidade. Muita cor e muito corpo como são esperados de um tannat, acompanhados de uma maciez indescritível, com taninos extremamente finos, um final longo e completo equilíbrio. Não é um vinho barato no Brasil mas vale o investimento de R$ 140,00. É uma excelente pedida para um momento especial, acompanhando uma suculenta carne uruguaia à moda uruguaia, na brasa, mal passada e com pouco sal!


Marichal Grand Reserve Tannat A 2007


Da esquerda para a direita Reserve Collection Tannat/Pinot Noir, Reserve Collection Tannat e Tannat A
Durante nossa degustação, muito bem dirigida pela Lorena Curbelo, recebemos a visita da abuela Teresita Marichal, a matriarca da família que ainda acompanha os negócios e participa das atividades da vinícola, acompanhada da filha, sra Lidia Marichal, ambas muito simpáticas.

Sala de degustações

Despedimo-nos com a compra de algumas garrafas do Reserve Collection Pinot Noir blanc de noir/Chardonnay e algumas do Grand Reserve Tannat A e com a certeza de ter feito uma ótima visita/degustação e excelentes compras. Esperamos poder voltar em breve!

A sommelière Lorena Curbelo

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Quem sou eu

Epifânio Galan, consultor e crítico de vinhos.



Apaixonado por Física, Matemática, esportes (principalmente judô, natação e basquetebol!), viagens e vinhos.

Antes de tudo, sou professor.
Formado em Matemática com habilitação em Física pela Universidade de São Paulo e Pós-graduado em História da Ciência pelo Centro de Estudos Universitários, leciono desde 1998 e desde 2005 sou professor de Física no Colégio Humboldt.

A paixão pelo vinho começou no início dos anos 2000 e desde lá não parei mais de estudar e viajar, tendo conhecido muitas vinícolas e produtores no Brasil e fora, buscando sempre aumentar meu prazer com esta bebida tão fantástica!

Adoro vinhos do mundo todo, mas entendo que devo conhecer o máximo possível o que existe próximo de mim. Sou aficionado por vinhos do Brasil, Uruguai, Argentina e Chile e por isso estudei história enológica local no Uruguai, Argentina, Chile e até Peru, incursões estas sempre acompanhadas de diversas degustações. Participei e participo também de inúmeras formações no Brasil, com cursos de formação na ABS-SP, SENAC, WSET (níveis 1 e 2), dentre outros.

Este blog surgiu a partir de um paradoxo "o compromisso de não ter compromisso". A função deste espaço é compartilhar experiências próprias, verdadeiras, com opinião isenta e independente, visando ajudá-lo(a) a obter o maior prazer possível nas suas "aventuras" enogastronômicas, sejam elas degustações, jantares, encontros com amigos, viagens ou mesmo (e talvez, principalmente!) naquela "tacinha" tão esperada ao final de um dia de trabalho.

Fique à vontade para criticar, elogiar, sugerir, solicitar, etc ... este espaço é seu também!

Atualmente atuo como consultor independente, ministrando cursos particulares individuais ou para pequenos grupos, elaborando cartas de vinhos e dirigindo degustações em diversas confrarias.

"O vinho existe não para preencher livros ou justificar excursões a colheitas, mas para transmitir prazer sensual!" 
Jancis Robinson

Contatos

e-mail: vinhosim@uol.com.br
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sábado, 7 de abril de 2012

Abaixo-assinado Não ao aumento do imposto de importação para vinhos

Direto da adega: Cape Mentelle CS + MERLOT 2001

Há pouco tempo, Jeremy Oliver, grande crítico australiano, teceu diversos elogios a este vinho. Como eu estava aguardando algum momento especial para degustá-lo, decidi que a hora seria agora!

Guardei duas garradas deste vinho apostando comigo mesmo que aquele já excelente vinho tomado há alguns anos atrás ainda tinha um potencial de guarda enorme. Acredito que acertei e quer saber mais? Ainda acho que ele não chegou ao auge, provavelmente melhorará mais um pouco nos próximos 2 ou 3 anos. Me arrependo profundamente de não ter comprado mais garrafas para deixá-las por mais alguns anos na minha adega.


Este corte de Cabernet Sauvignon e Merlot é um vinho fantástico. Seu aroma defumado com muitas notas de cassis, ameixas pretas, azeitonas e cedro, emoldurado pela baunilha proveniente no longo estágio em barricas de carvalho é enfeitiçador (existe esta palavra?). Na boca é muito redondo, sedoso, untuoso e estruturado, com taninos muito finos, delicioso. Resumindo, se tiver oportunidade, tome. 100% prazer.


Avaliação VINHO SIM: REFINADO (17/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO: BOA

Palo Alto Sauvignon Blanc Reserva 2009

   

Este Sauvignon Blanc do Vale do Maule mostrou-se muito bom, um ótimo custo benefício.
Como é típico dos SB desta região (assim como os do Vale de Casabanca e Vale do Leyda) este apresenta uma cremosidade muito agradável que somada às notas cítricas desta uva resulta uma textura sensacional. De um amarelho esverdeado bastante límpido, as notas de maçã verde, carambola (aroma muito típico dos SB destas regiões e nada explorado pelos degustadores) e abacaxi dão o tom aromático, confirmando frutas cítricas na boca. Ótima persistência.

Harmozinei este SB com um belo risoto de queijo de cabras, tomates secos e rúcula. É fácil encontrar esta receita na internet, mas se quiserem dicas é só pedirem!

Logo abaixo os ingredientes do risoto ...


e agora o risoto já pronto e muito bem acompanhado.


R$ 42,00 (Ravin) | Alcool 12,5% 

ÓTIMO (14/20) - ÓTIMA RELAÇÃO QUALIDADE-PREÇO.

Qual dos vinhos seguir você gostaria de ver comentado aqui no Vinho SIM?