sábado, 30 de junho de 2012

Vinho do mês [JUNHO/2012]: Embocadero 2009



Ao contrário do que faço sempre, antes de escrever sobre este vinho procurei artigos e postagens em sites especializados espanhóis e blogs aqui do Brasil, pois me lembrava de ter lido críticas muito diferentes sobre ele nos últimos tempos.

O Embocadero 2009 recebeu 92 pontos de Robert Parker o que, confesso, não costuma me impressionar muito, porque já adorei vinhos mal pontuados por ele e também não gostei de vinhos que receberam boas pontuações. A verdade é que as boas notas do Parker geram uma curiosidade extra de provar o vinho, mas não me causam nenhuma expectativa.

Por outro lado, percebo um certo ranço na avaliação de algumas pessoas, pelo puro "prazer" de se posicionar contra os 92 pontos dados pelo Robert Parker a este vinho e suas ótimas avaliações dos vinhos espanhóis nos últimos tempos. Insinuações contra estas avaliações não nos levam a nada.

O Embocadero 2009, produzido pela Bodega San Pedro Regalado, é produzido com 100% Tempranillo e estagia 14 meses em barris de carvalho e mais um ano em adega antes de sair ao mercado.

Vinho de coloração vermelho rubi intenso, com halo levemente púrpura. No nariz apresentou frutas negras maduras, especiarias e café, um buquê bem amplo, aberto e gostoso. Na boca, além de confirmar as frutas maduras, apresentou certa mineralidade e uma textura muito sedosa. Belos taninos, maduros e bem afinados. A acidez na medida certa mostra que este vinho ainda melhorará nos próximos anos.

Considero este espanhol, especialmente na sua faixa de preço, um vinho bem acima da média, muito gostoso e certamente um ótimo acompanhamento para carnes vermelhas, massas com molhos medianamente condimentados e queijos maduros.

R$ 49,00 (Grand Cru) Álcool 14,0 %

Avaliação Vinho SIM: ÓTIMO (16/20) - Relação QUALIDADE-PREÇO: EXCELENTE

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Aquitania - Sol de Sol - Chardonnay 2008



Produzido pela ótima Viña Aquitania, com uvas provenientes do Vale de Malleco, 650 km ao sul de Santiago (latitude 38 Sul), o Sol de Sol Chardonnay 2008 me foi apresentado numa visita feita à própria Viña em janeiro/2012.
Na ocasião, algo incomum me chamou a atenção. A Blanca Venegas, responsável pela nossa recepção, nos apresentou os vinhos Sol de Sol Pinot Noir 2009, Lazuli 2005 e o Sol de Sol Chardonnay 2008. Ao contrário do que esperávamos, o Chardonnay não seria o 1º da sequência! Indagada por que, ela me disse que o Sol de Sol Chardonnay era o mais encorpado e estruturado dos três e que, se o provasse antes dos demais, não o aproveitaria como poderia. Curioso e incomum deixar um branco para o final da degustação. 

Depois de alguns minutos de conversa, descobri que este vinho é 100% fermentado em barricas de carvalho francês novas, o que lhe confere uma textura muito boa, bastante untuosa e aromas interessantes provenientes da madeira, mas sem perder o equilíbrio. Vinho de bastante personalidade.

Vamos às impressões:
A cor fica entre o amarelo palha e o amarelo dourado, média intensidade. Límpido e com bastante brilho.
No nariz, demorou um pouquinho para abrir, mas depois de algum tempo surgem manga, mel, maçã verde, abacaxi, manteiga e notas tostadas.
Na boca, confirma frutas tropicais e apresenta grande untuosidade, muito cremoso. Apesar de tanto tempo em contato com a madeira, a presença é bem discreta, perfeito equilíbrio com o álcool e boa acidez.

É claro que após a visita / degustação acabamos comprando algumas garrafas para trazer, mas o vinho é tão bom que não resistimos e acabamos abrindo uma delas na própria pousada em Colchágua (foto abaixo), apesar de todos os vinhos que tomávamos nas duas visitas / degustações que fizemos, em média, todos os dias em que estivemos no Vale. Que maravilha!


Voltando para Santo André / SP e já conhecendo o potencial do vinho, montei uma tábua com alguns queijos, presunto parma acompanhado de melão e uns "canapés" de queijo brie com mel, de entrada. Vinho excelente e harmonização perfeita!




O preço de R$ 172,00 aqui no Brasil não é dos mais atrativos, mas este é um vinho que realmente merece ser provado e, principalmente, numa ocasião especial, já que é um vinho fantástico! Recomendadíssimo!

R$ 172,00 (Zahil) Álcool 13,0 %

REFINADO - ÓTIMA relação QUALIDADE-PREÇO

quarta-feira, 27 de junho de 2012

I Festival de Inverno Empório D'Vino - "Resultado" final



No último final de semana (de 22/06 à 24/06) o Empório D'Vino - Santo André, em parceria com a importadora Ravin, realizou seu I Festival de Inverno.

O evento contou com 15 rótulos para o evento com condições de preço bem abaixo da tabela do importador.

Para não tornar o post muito longo e cansativo, vou apenas classificar os vinhos segundo o critério de avaliação do próprio blog VINHO SIM. Quem quiser mais informações é só escrever nos comentários.

Santa Júlia Seleción - Chenin Blanc + Torrontés 2009: BOM - ÓTIMA relação QUALIDADE-PREÇO.


Santa Júlia Mais [+] - Malbec - 2010: ÓTIMO - ÓTIMA relação QUALIDADE-PREÇO. Destaque do evento!

Clerget - Pont du Rhône 2010: Vinho simples, bom para o dia-a-dia. BOM - BOA relação QUALIDADE-PREÇO.


Palo Alto Reserva - Sauvignon Blanc - 2009: Já comentado aqui no VINHO SIM. ÓTIMO - ÓTIMA relação QUALIDADE-PREÇO.

Antichello Bardolino DOC - 2009: BOM - RAZOÁVEL relação QUALIDADE-PREÇO.


Santa Julia Innovatión - Mourvédre - 2009: BOM - BOA relação QUALIDADE- PREÇO.


La Caliera Moscato D'AstiÓTIMO - ÓTIMA relação QUALIDADE-PREÇO. Destaque do evento!


A. Mano - Promessa - 2009BOM - RAZOÁVEL relação QUALIDADE-PREÇO.

Grand Theatre - Bourdeaux - 2008: BOM - RAZOÁVEL relação QUALIDADE-PREÇO.

Goat Door - Chardonnay - 2009: ÓTIMO - BOA relação QUALIDADE- PREÇO.


Zuccardi - Série A - Syrah - 2008: ÓTIMO - BOA relação QUALIDADE- PREÇO.

Goatfather - 2008: ÓTIMO - EXCELENTE relação QUALIDADE-PREÇO. Destaque do evento! O melhor vinho da degustação.

Antichello Ripasso - Valpolicella - 2008: ÓTIMO - BOA relação QUALIDADE-PREÇO.

Calatrasi - 651 - Nero D'Avola + Syrah - IGT - 2008: ÓTIMO - BOA relação QUALIDADE-PREÇO.

Scharzhof - Riesling - 2009: ÓTIMO - RAZOÁVEL relação QUALIDADE-PREÇO.


E foi isso.
Um ótimo evento, com bons vinhos, pessoas e ambiente muito agradável. O ABC agradece e aguarda com ansiedade as próximas oportunidades!

terça-feira, 26 de junho de 2012

Vinho Tinto: a fonte da juventude?


Cientistas estadunidenses descobrem como o vinho tinto prolonga a vida. O responsável é ele novamente: o RESVERATROL!

Há muitos anos já se discute os benefícios do vinho tinto à saúde humana e há alguns anos o resveratrol vem tomando conta de inúmeros artigos e publicações no meio acadêmico médico, mas agora, cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Harvard conseguiram desvendar o "segredo".

O resveratrol prolonga a vida porque incrementa o abastecimento de energia nas mitocôndrias, responsáveis pela respiração celular, processo no qual ocorrem diversas reações químicas, através das quais as células obtém energia.

A descoberta, segundo os cientistas, poderá conduzir a futuros novos tratamentos para combater os efeitos do envelhecimento. Estudos passados já haviam mostrado que o resveratrol funciona como um antioxidante que atua combatendo os radicais livres. Esta capacidade do resveratrol já havia sido associada a sua capacidade de ajudar no combate ao câncer, no diabetes, na doença de Alzheimer e em doenças cardiovasculares.

Estes estudos se mostraram contraditórios em distintos grupos de animais, por isso ainda não haviam sido dados como certos, mas agora, o professor David Sinclair e sua equipe afirmam que seu estudo é definitivo.

Será o vinho a fonte da juventude?

Fonte: www.bbc.co.uk
Tradução: Epifânio A. Galan / blog VINHO SIM

segunda-feira, 25 de junho de 2012

TOP 10 - Vinhos para o inverno (junho-julho)



É galera. O inverno chegou! Não sei vocês, mas a minha (sempre enorme) vontade de tomar vinho aumenta com chegada desta estação tão especial, por isso nesta série TOP 10 apresento algumas sugestões para esquentar o primeiro mês de inverno, que promete ser bastante frio.

Como sempre comento e acredito nunca ser demais repetir, destaco que todos os vinhos desta relação foram comprados por mim, degustados nas próprias vinícolas em visitas, na EXPOVINIS 2012 ou em outras degustações abertas realizadas aqui no ABC ou em São Paulo e, portanto, não possuem nenhuma influência de produtores, lojas, importadoras, etc.

Destaco mais uma vez também que esta é uma lista elaborada por mim que, claro (infelizmente!), estou muuuuuito longe de ter degustado todos os vinhos do mercado, logo, sempre haverá outras ótimas opções. Se quiserem fazer qualquer sugestão fiquem à vontade, o VINHO SIM está aberto a todos!

Para facilitar a escolha, separei os vinhos nas velhas e boas três categoriasaté R$ 50,00de R$ 50,00 à R$ 100,00 e acima de R$ 100,00.

Bom proveito a todos!

Até R$ 50,00

Uxmal Alto - Merlot + Cabernet Sauvignon - 2010 (Mistral, R$ 33,00)


Sempre uma ótima escolha, principalmente devido à sua excelente relação qualidade-preço. Vinho de grande potência e que mostra com maestria a evolução da Cabernet Sauvignon na Argentina. Bom ataque aromático. Mostra frutas vermelhas maduras, toques mentolados e algum tostado proveniente da madeira. Na boca é denso e macio, frutado, com boa acidez. Ideal para pizzas, tábuas de frios e pratos a base de carnes pouco condimentados.

Tília - Malbec/Syrah - 2010 (Vinci, R$ 36,00)


Depois da ótima pontuação recebida pela Wine Spectator (88 pontos) na safra 2009, esperava-se bastante deste 2010. E não decepcionou. Um vinho interessante por R$ 36,00. Bastante cor: vermelho violáceo. Bons aromas de frutas vermelhas entre frescas e maduras. Algumas notas de especiarias. No paladar confirma as notas frutadas e possui uma boa acidez. Um ótimo vinho para acompanhar pratos não muito complexos. Massas, pizzas, queijos de média maturação e carnes mal passadas serão ótimas escolhas.

Hécula - 2009 (Sociedade da Mesa, R$ 40,00)


Seleção de maio/2012 da Sociedade da Mesa, este vinho ainda não está no mercado aqui no Brasil, mas é possível adquiri-lo pelo site da Sociedade da Mesa. Vermelho violáceo de média intensidade. No nariz morangos, framboesas maduras e toques do carvalho. Na boca é bem estruturado, com bom equilíbrio entre acidez e doçura. Ideal para pratos a base de cordeiro, pratos condimentados, queijos médios e maduros e embutidos em geral.

De R$ 50,00 à R$ 100,00

Glen Carlou - Tortoise Hill - 2008 (Decanter, R$ 57,00)


Vinho de extremos aroma e sabor. Vermelho violáceo. No nariz uma explosão de frutas negras como ameixa e amora maduras, especiarias, e toques tostados e de baunilha. Na boca, muita fruta madura bem equilibrada pela acidez. Taninos maduros e ótima persistência. Uma ótima opção para pratos condimentados e também para pizzas com ingredientes de sabor intenso, como peperoni e calabresa, por exemplo.
Uma opção mais em conta é o vinho da mesma marca, mas safra de 2005 (veja ND aqui no blog), que ainda se encontra muito bom!

Tormentas - Minimus Anima - Garagem - 2008 (Marco Danielle, R$ 58,00)


Este corte de 50% Cabernet Franc, 20% Cabernet Sauvignon, 20% Alicante Bouschet e 10% Merlot é extremamente elegante e, seguindo a proposta do produtor, apresenta um estilho bem europeu, velho mundo. Com forte vocação gastronômica, este vinho não se apresenta extremamente frutado, mas sim com um estilo mais delicado, onde seu buquê vai se abrindo aos poucos, mostrando notas terrosas e animais. Sua acidez agrada muito ao meu paladar e convida a acompanhar pratos à base de molhos vermelhos, especialmente os elaborados com tomates frescos. É um vinho de inverno!

Fairview - Goatfather - 2009 (Ravin, R$ 70,00)

Já comentado aqui no VINHO SIM, no post sobre o I Festival de Inverno do Empório D'Vino, este vinho é um corte de 50% Sangiovese, 33% Barbera e 17% Cabernet Sauvignon. A mescla destas três uvas, sendo duas "rivais" da Toscana e Piemonte (Sangiovese e Barbera, respectivamente!) foi o primeiro passo para eu experimentar este vinho e o resultado: paixão. O Goatfather é um vinho bem diferente da maioria dos vinhos que há no mercado brasileiro porque consegue misturar os estilos novo e velho mundo de fazer vinhos. Apresenta-se potente no aroma e no paladar, mas ao mesmo delicado. Possui grande vocação gastronômica. 

Laura Hartwig - Merlot - 2008 (Terramater, R$ 79,00)


A bela coloração vermelho rubi vem acompanhada de aromas de frutas negras maduras e secas, bem completados pela madeira. No paladar é bem saboroso, bem frutado e com ótimas acidez e persistência. Excelente para acompanhar massas, pizzas com muitos ingredientes e carnes magras.

Casa Valduga - Mundvs - Malbec - 2008 (R$ 76,00)


Apesar de ser elaborado com uvas provenientes de Lujan de Cuyo, na Argentina, este é um vinho conta com uma boa tipicidade dos vinhos brasileiros do Vale dos Vinhedos. Apresenta uma cor vermelho profundo, com halo bem violáceo. No nariz, as notas terrosas e animais se destacam de cara, mas rapidamente são acompanhadas pelas frutas vermelhas e negras maduras. Bons toques defumados provenientes da madeira. Paladar bem macio, com boa estrutura e acidez equilibrada. Ótima persistência. Excelente harmonização para carnes na brasa e queijos maduros.

Acima de R$ 100,00

Marichal - Tannat A - 2007 (Ravin, 145,00)

comentado aqui no blog, conheci este vinho lá mesmo na Bodega Marichal, no Uruguai. A justificativa para a escolha deste vinho é muito simples: o inverno é sempre um convite a um bom churrasco, um bom churrasco é sempre um convite a um bom Tannat e um bom Tannat é o Tannat A da Bodega Marichal. Fantástica estrutura, taninos afinadíssimos, excelente acidez. Ótima persistência.


Eq - Syrah - 2009 (Grand Cru, 140,00)

Do produtor Matetic, vinícola chilena biodinâmica, cujas uvas são certificadas como orgânicas, este Syrah é um vinho com boa estrutura e bem elegante. Típico Syrah chileno: frutado na medida certa, com belas notas apimentadas e boa acidez. Ótima pedida para acompanhar pratos condimentados e pizzas com diversos ingredientes. Não foi à toa que recebeu 91 pontos de Robert Parker e também da Wine Spectator.
Agora é só escolher o vinho, o prato e curtir com sua companhia predileta! Ahhh ... o inverno chegou!

domingo, 24 de junho de 2012

Grécia: Skouras - Cuvée Prestige - 2010


Mais uma das seleções da Sociedade da Mesa, já faz algum tempo que estou para provar esse vinho, produzido pela renomada vinícola grega Skouras Wines, a partir das castas autóctones Roditis (70%) e 30% Moscofilero (30%).
Vinho despretensioso.
Amarelo esverdeado. Os aromas de flores brancas predominam e são somados à alguns toques herbáceos e de frutas bem frescas, algo como limão siciliano, maçã verde e lichia. Na boca tem boa acidez e um paladar bem leve, lembrando frutas brancas, como melão.


É um vinho, sem dúvida, diferente dos brancos mais frequentes no mercado. Bom acompanhamento para saladas ou vinagretes de frutos do mar.

R$ 36,50 (Sociedade da Mesa) Álcool 12,2 %

BOM - RAZOÁVEL relação QUALIDADE-PREÇO

sábado, 23 de junho de 2012

I Festival de Inverno Empório D'Vino - Visão Geral



Começou ontem, dia 22/06, o I Festival de Inverno do Empório D'Vino em parceria com a importadora Ravin e eu gostaria de compartilhar com vocês as minhas primeiras impressões sobre o evento.

Como já é comum lá no Empório, o evento foi bem intimista, contando, em sua maioria, com clientes já conhecidos da casa e algumas caras novas que se juntam ao grupo de amantes do vinho no ABC, que aumenta a cada dia.


A parceria Ravin/Empório trouxe 15 rótulos para o evento com condições de preço bem interessantes, alguns chegando a descontos próximos de 40%.

Dentre os vinhos degustados, os meus destaques foram:

Santa Julia Mais - Malbec - 2010: Aromas bem agradáveis de frutas negras maduras e toques abaunilhados. Na boca é bem sedoso, mostrando bem os resultados da fermentação malolática. Ótima relação qualidade-preço (R$ 29,80). Na compra de 6 ou mais vinhos de qualquer marca, a garrafa sai a R$ 27,00.

Scharzhof Riesling 2009: Do aclamadíssimo produtor Egon Müller, esse Riesling é um vinho de aromas e sabores bem delicados. No nariz mostrou notas de frutas brancas. Na boca uma certa mineralidade dá charme ao paladar fresco, com boa incidência de frutas brancas maduras. Boa persistência com final adocicado lembrando um pouco o mel. Os R$ 105,94 não fazem dele uma ótima compra, mas o deixam muito mais perto do meu bolso do que os originais R$ 141,80!


La Caliera - Moscato D'Asti: Extremamente aromático, este frisante doce é uma excelente pedida para sobremesas não muito adocicadas e/ou com bastante acidez, como uma salada de frutas ou uma torta de limão. Aromas bem delicados, prevalecendo os cítricos, como maçã-verde e abacaxi. Na boca é muito agradável, com doçura e acidez na medida certa. No evento foi feita uma brincadeira: provar o La Caliera com a frutinha Phisalis. Aprovadíssimo! Ótima relação qualidade-preço por R$ 43,00!


Goatfather 2009 (Fairview): Na minha opinião, o grande vinho da noite! Eu já o conhecia, mas não me canso de tomar este vinho. O corte de 50% Sangiovese, 33% Barbera e 17% Cabernet Sauvignon é bem inusitado! Misturar Sangiovese e Barbera, uvas da Toscana e Piemonte, respectivamente, é algo improvável na Itália, já que são regiões "rivais" no mundo vitivinícola, mas não para a sulafricana Fairview. O vinho é bem diferente da maioria dos vinhos que há no mercado principalmente por conseguir aliar um pouco do estilo europeu com o estilo novo mundo de elaborar vinhos. É um vinho com certa potência de sabor e aroma, mas que ao mesmo tempo possui vocação gastronômica. A melhor compra da noite: R$ 54,80 ou R$ 49,80 na compra de 6 ou mais garrafas de qualquer vinho!

Bons vinhos, boas companhias!

Nos próximos dias escreverei um pouco mais sobre os demais vinhos e publicarei mais fotos sobre o evento.

Parabéns Empório D'Vino & Ravin!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Degustação DO Ribera del Duero - Visão Geral



A Cámara Oficial Española de Comercio en Brasil, junto com a ASEBOR (Asociación Empresarial de Bodegas acogidas a la D.O. Ribera del Duero), organizou no dia 20/06 no restaurante A Figueira Rubaiyat, em São Paulo, um Showroom & Degustação com a presença de 11 vinícolas provenientes das províncias de Burgos e Valladolid, duas das quatro que compõem a região D.O. Ribera del Duero.
Fonte: Junta de Castilla y León. Acesso em junho/2012.

O evento contou com representantes das Bodegas Cuevas Jimenez, Del Campo, El Lagar de Isilla, Garcia de Aranda, Martin Berdugo, Montevannos, Pascual, Tamaral, Valduero, Viñabuena e Vinhedos la Nava, que trouxeram ao Brasil mais de 50 vinhos para serem demonstrados e degustados.

As bodegas desta região produzem vinhos principalmente com a uva Tempranillo, que é a principal uva da região e conhecida localmente por Tinta del País ou Tinto Fino.

Uvas Tempranillo da região de Ribera del Duero

O nome Tempranillo vem de temprano, que significa cedo. A uva recebe este nome justamente por ter um ciclo de crescimento e amadurecimento curto, um pouco menor que as demais variedades da região.
Provamos também alguns brancos muito interessantes, produzidos a partir da uva Verdejo (também conhecida como Botón de Gallo Blanco, Gouveio, Verdeja, Verdeja Blanca, Verdejo Blanco, Verdelho ou Verdello), outra variedade local bastante difundida.

Uvas Verdejo.
Créditos: www.sensawine.com. Acesso: junho/2012.

Nos próximos posts vou comentar um pouco mais sobre os produtores e seus respectivos vinhos e, por isso, gostaria de apresentar um pequeno resumo da classificação dos vinhos tintos da DO Ribera del Duero para facilitar a leitura futura.

Tintos Jovens

Vinhos sem estágio em madeira ou com passagem por barricas de carvalho inferior a 12 meses. Muitos produtores optam pela não passagem por madeira e liberam seus vinhos ao mercado no mesmo ano da colheira, são os chamados vinhos do ano

Tintos Crianza

Permanecem no mínimo 12 meses em barricas. A maior parte dos produtores ainda deixa o vinho mais 12 meses na adega antes de liberá-los ao mercado.

Tintos Reserva

Vinhos com 36 meses de envelhecimento entre barrica e garrafa, cumprindo um mínimo de 12 meses em carvalho.

Tintos Gran Reserva

Vinhos com 60 meses de envelhecimento entre barrica e garrafa, cumprindo pelo menos 24 meses em carvalho. A maioria dos produtores só faz estes vinhos em anos de safras excepcionais!

Rosados

Devem ser elaborados com um mínimo de 50% das variedades das uvas autorizadas. Dos presentes a este evento, todos optaram pela produção de rosados com 100% Tempranillo.

Estivemos no evento eu e Talita, e degustamos quase todos os vinhos, tendo tido impressões muito similares sobre a grande maioria: muito bons!



quinta-feira, 21 de junho de 2012

I Festival de Inverno - Empório D'Vino


Nos dias 22 (a partir das 18h30), 23 (11h30 às 19h) e 24 (10h30 às 15h) de junho, o Empório D'Vino, em parceria com a importadora Ravin, realiza o seu I Festival de Inverno.

O evento contará com degustação de mais de 15 rótulos exclusivos da Ravin, acompanhados de pães, presunto serrano e outros produtos sazonais. Serão degustadas também cervejas artesanais especiais, dentre elas a famosa Vonu Eight, das Ilhas Fiji.

A entrada custa R$ 25,00, revertidos em compras e mais a doação de um agasalho, que será doado para a Campanha do Agasalho da Igreja São José Operário.

Vale frisar que os vinhos serão ofertados com até 30% de desconto!

Colheita da Carmenère num dos melhores terroirs do mundo - Chile

Trabalhadores em Pneumo, um dos vinhedos da Concha y Toro, no Chile.
Créditos: Viña Concha y Toro.
Os meses de maio e junho reservam para os chilenos a colheita de uma das uvas mais aclamadas no país: a Carménère.

Marcio Ramirez, enólogo chefe da Concha y Toro diz que, como 2012 foi um ano mais quente que o ano anterior, esperam-se vinhos mais concentrados a frutas vermelhas e com muitas avaliações positivas do mercado. 

A colheita da Carmenère em Pneumo, um dos vinhedos da Concha y Toro, jamais é deixada ao acaso. A partir de meados de abril, os enólogos vão diariamente ao campo para testar as uvas e determinar a data exata de sua colheita. Este trabalho meticuloso começa no vinhedo, especificamente no tratamento dado para beneficiar a qualidade das uvas, já que para a Carménère é muito importante uma boa exposição ao sol. "Desde que são pequenos, os cachos devem receber luz direta e calor, pois isso faz com que as notas de pimenta verde desapareçam e dêem lugar às notas frutadas", disse Ramirez. A Carménère é a última cepa a ser colhida. Enquanto a Merlot é colhida no início de março e a Cabernet Sauvignon em meados de abril, a Carménère costuma chegar à vinícola em meados de maio. Este ano em particular, o produtor explica que a Primavera de 2011 e outono de 2012, foram mais quentes do que outros anos, o que significa que as uvas amadureceram um pouco mais cedo, antecipando a data de colheita entre 8 e 10 dias. Em anos normais, os caixos da Carménère são caracterizado por pequenas uvas redondas e apertadas. "Como este é um ano morno, os cachos foram maiores e mais flexíveis, permitindo uma melhor aeração dos grãos e baixo risco de botrytis". A melhor maneira de saber se as uvas estão prontas para serem colhidas é testando-as diretamente da parreira. Se morder a pele e sentir os grãos ásperos e notas de pimenta, espere um pouco mais. Para colher, os grãos devem apresentar sabor suave, notas de figo e frutas vermelhas.

Dos vinhedos de Pneumo são obtidas uvas para as linhas premium (Trio e Casillero), superpremium (Gran Reserva Serie Riberas y Marques de Casa Concha), ultrapremium (Terrunyo) e ícone (Carmin de Peumo). As uvas de cada linha de vinho são colhidas em diferentes épocas e orientações geográfica. "Os setores mais em direção ao mar têm um solo um pouco mais fértil, nutritivos e com mais umidade do que os perto das montanhas, que são mais argilosos. Portanto, o prazo para o oceano é mais lento, a colheita pode ter mais de dez dias de diferença entre um setor e outro ", diz o enólogo.

Neste ano, a colheita de Carménère em Peumo começou em 4 de maio, com sede projetada para Terrunyo e se extendeu até o dia 17 deste mês, com a colheita das uvas para a produção do Carmin de Peumo.

Podemos esperar ótimos carmenères chilenos em breve!


Fonte: Concha y Toro Wine Magazine de Maio 2012.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Degustação Valdivieso com o enólogo Eugenio Ponce, no Empório D'vino

Aproveitando a presença do enólogo Eugenio Ponce no Brasil, o Empório D'Vino, em Santo André, realizou uma breve apresentação da linha Reserva da Viña Valdivieso. A linha é composta pelos varietais Cabernet Sauvignon, Merlot, Carménère, Syrah, Pinot Noir, Chardonnay, Viognier e Sauvignon Blanc.

Os vinhos destacados na noite foram o Pinot Noir 2008 e o Carménère, também 2008.
 

O Pinot Noir é um vinho elegante, com bom ataque aromático de frutas vermelhas, como morangos e framboesa, ervas frescas e um toque de arruda. Alguns aromas provenientes da madeira (estágio de 9 meses) também se destacam. Na boca apresentou-se bem frutado e com boa acidez. Boa persistência. É um vinho que, sem dúvida, vale a pena ser experimentado, principalmente pelo preço proposto pela loja, R$ 38,50, ótimo para sua qualidade. De qualquer forma é importante frisar, como eu sempre venho escrevendo aqui no VINHO SIM, que, como a grande maioria dos Pinot Noirs sulamericanos, este lembra muito pouco dos Pinot Noirs da Borgonha, justamente por sua concentração de fruta e passagem por madeira.

ÓTIMO - ÓTIMA relação QUALIDADE-PREÇO. 



Este Carmenérè também foi bem interessante. Vermelho rubi bem intenso ainda com traços de juventude, com halo violáceo. No nariz é muito típico, com muitos toques herbáceos, pimentão e frutas negras. BOs 12 meses de estágio em carvalho lhe conferem alguns aromas tostados e um toque de baunilha. Bem corpulento, enche a boca, tem certa untuosidade. A acidez presente equilibra bem a grande concentração de frutas. Taninos bem maduros. Boa persistência. Típico Carménère do Vale do Colchágua. Assim como o Pinot Noir está sendo vendido por R$ 38,50 na loja, o que o torna uma ótima compra.

ÓTIMO - ÓTIMA relação QUALIDADE-PREÇO.

 
Valdivieso Reserva Carménère 2008

Eu, Eugenio Ponce e Rodrigo D'Avila
O evento foi bem intimista, reunindo apenas amigos. Os vinhos de muito boa qualidade e a simpatia do enólogo, sempre disposto a responder as dúvidas dos presentes, se destacaram, tornando a noite um ótimo momento de aprendizado e diverão.

Eugenio Ponce e os proprietários do Empório, Celso e Shirley, reunidos com os participantes.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Presença do enólogo Eugenio Ponce, da vinícola Valdivieso, no Empório D'Vino


É amanha, 19/06!

O Empório D'Vino, em parceria com a importadora Ravin, apresentam o enólogo Eugenio Ponce, responsável pela divulgação no Brasil de um dos maiores ícones chilenos: o Caballo Loco.

No evento, que começa as 17h, serão apresentados e degustados alguns rótulos da Viña Valdivieso!

Não há custo para participar do evento, mas o Empório tem uma bonita parceria com a ONG OSTRA e pede a doação de 1kg de leite em pó para ajudá-los. Você participa de uma degustação de bons vinhos com a presença de um dos enólogos mais renomados do Chile e ainda ajuda portadores de HIV.

TOP 10 - Os mais belos/interessantes rótulos de vinhos brasileiros

Depois de ler sobre diversos "concursos" sobre rótulos bonitos, bem desenhados ou mesmo relevantes e não concordar com a eleição final de nenhum deles, resolvi fazer a minha própria lista dos 10 rótulos de vinhos brasileiros que estão no mercado mais bonitos e/ou interessantes.

Como já é tradição da série TOP 10 daqui do blog VINHO SIM, gostaria de destacar que todos os vinhos desta relação foram comprados por mim, degustados nas próprias vinícolas em visitas ou na EXPOVINIS 2012 e portanto, não possuem nenhuma influência de produtores, lojas, importadoras, etc.

Nunca é demais destacar que esta é uma lista elaborada por mim e, claro, não analisei 100% dos rótulos existentes no mercado, podendo eventualmente ter sido injusto ao esquecer ou mesmo desconhecer algum rótulo. Sugestões para uma nova lista são sempre muito bem-vindas!

Vamos à eles!

1. Marco Danielle - Minimus Anima 2007
  
   Produção de apenas 2600 garrafas deste corte inusitado de 35% Cabernet Sauvignon, 35% Tannat (colheita supertardia), 20% Alicante Bouschet e 10% Merlot, que não tem passagem por barricas de carvalho e utiliza pequenas quantidades de SO2 na conservação do vinho.
   A arte do rótulo é assinada pelo próprio produtor para identificar cada um de seus vinhos.
 

2. Don Laurindo - Comemorativo  - 2008

   Apesar de parecer simples, o rótulo chama a atenção por conter uma bela homenagem da Don Laurindo ao patriarca da família, que dá nome à vinícola: "80 anos de Laurindo Brandeli".
   A produção deste corte de Tannat, Merlot, Malbec, Ancellotta e Cabernet Sauvignon (os percentuais de cada uma delas não foi divulgado) foi limitada em 2.680 garrafas, sendo que, dessas, apenas 1.980 comercializadas.
    Vinho com boa estrutura e bom potencial de guarda.
 
3. Gran Lovara 2006

    O rótulo é bem clean, mas chama a atenção por ter sido o primeiro a conter informações em braile.
    Este corte de 60% Merlot, 25% Cabernet Sauvignon e 15% Tannat é um vinho bem estruturado, com bom volume de boca, taninos elegantes e harmônico.
4. Casa Venturini - Le Bateleur 2008
  
    Este Cabernet Sauvignon é da linha básica da Casa Venturini. Um vinho jovem com aromas adocicados.


5. Dunamis - Shall we dance
   
   Varietais produzidos com Merlot, Pinot Grigio ou Cabernet Franc pela Dunamis Vinhos e Vinhedos, recentemente lançados na EXPOVINIS 2012. O design do produto foi eleito O Vinho Mais Bonito do Brasil pela votação popular realizada pelo site Vinhos do Brasil.


6. Marco Daniele - Tormentas Premium 2007

    Este vinho produzido com 100% Merlot foi o primeiro vinho de Marco Danielle produzido de forma 100% natural, sem adição de SO2 e sem utilização de leveduras comerciais. Foram lançadas apenas 700 garrafas.


7. Courmayeur - Acclamé

   Recentemente lançada na EXPOOVINIS 2012 pela Vinícola Courmayeur, a linha Acclamé é composta pelos varietais Merlot, Cabernet Sauvignon e Chardonnay e um Demi-Sec, blend de Cabernet Sauvignon e Merlot. São vinhos leves, para serem consumidos jovens, descompromissados.



8. Marco Luigi Reserva de Familia

    Varietais produzidos pela Marco Luigi a partir de Cabernet Sauvignon ou Merlot. A produção de uvas para produção destes vinhos é de apenas 2,5 kg por parreira, o que confere grande concentração de fruta e boa estrutura ao vinho. 
9. Villagio Grando - Innominabile
  
  Conheci este vinho no estande da Villagio Grande na EXPOVINIS 2012 e achei-o muito interessante. A vinícola guarda 20% de cada safra para a safra seguinte, de tal forma que este vinho é composto das colheitas de 2004, 2005, 2006 e 2007 por uvas Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec, Pinot Noir e Petit Verdot, um corte bastante diferenciado. Mais um rótulo clean, mas que consegue traduzir com exatidão aquilo que a vinícola quis ao produzir este vinho!
10. Miolo Gamay 2012
    
   Os rótulos do Miolo Gamay já são conhecidos no mercado por serem bem coloridos e descontraídos, expressando a alegria do produtor em lançar seu primeiro vinho do ano. Em 2012 não foi diferente, mais um belo rótulo.
    O site da Miolo ressalta a parceria com Henry Marionnet, um dos grandes viticultores da França e considerado pela imprensa francesa como "o papa do Gamay", destacando o estilo Beaulolais deste vinho. Um vinho jovem, leve e  frutado, bom para acompanhar pratos leves.

Qual dos vinhos seguir você gostaria de ver comentado aqui no Vinho SIM?