Lugar de mulher é na vinícola!

Publicado por Blog Vinho SIM em 8.3.13 com Sem comentários


O dia 08 de março foi oficialmente o Dia Internacional da Mulher, e mesmo que todas as homenagens feitas à elas sejam pequenas, quero deixar marcada minha admiração pela grande contribuição que estes seres tão especiais têm dado desde sempre ao mundo do vinho!

A contribuição feminina à história da vitivinicultura existe desde que começamos a colher uvas e descobrir o os maravilhosos resultados que a fermentação promovia neste fruto, mas vou mirar o fim do século XIX, e especialmente a região de Champagne para iniciar esta pequena homenagem às “mulheres do vinho”!

As constantes guerras que assolaram esta região deixaram profundas marcas na indústria do vinho, uma vez que diversos produtores de vinho – chefes de família acabaram sendo mortos deixando suas esposas e filhos completamente desamparados.

Os casos mais famosos, talvez, tenham sido o de Nicole Barbe Ponsardin, mais conhecida como Madame Veuve Clicquot, que tinha apenas 27 anos quando se deparou com a situação de ter que tocar os negócios da família e da Veuve Du Vernay. É desnecessário falar sobre o grande êxito que tiveram, uma vez que seus Champagnes continuam sendo até hoje dois dos mais prestigiosos do mundo.

Madame Veuve Clicquot

É claro também que eu poderia ficar horas e horas, dias e dias, quiçá meses e meses citando exemplos de mulheres bem sucedidas no mundo do vinho, mas essa não é a intenção deste post, por isso vou citar apenas alguns casos que elegi como representantes de todas as outras que fazem do mundo do vinho, um mundo mais harmonioso e belo.

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Nos dias de hoje, na França, posso citar a Baronesa Philippine de Rothschild, presidente da Mouton Rothschild e Corinne Mentzelopoulos, proprietária do Chateau Margaux, como exemplos de mulheres bem sucedidas neste mundo.

Baronesa Philippine de Rothschild

Corinne Mentzelopoulos

No Brasil, provavelmente a mulher mais conhecida do mundo do vinho, seja Susana Balbo. A enóloga e proprietária da vinícola mendocina Domínio del Plata (leia relato da minha visita à Bodega), formada em 1981 e pioneira na Argentina a é grande responsável por influenciar toda uma geração de novas enólogas que fazem de Mendoza hoje, possivelmente, a região do mundo com o maior número de mulheres comandando a produção nas vinícolas

Deve ser por isso que eu adoro Mendoza ...

Susana Balbo
Fonte: http://cortesusanabalbo.blogspot.com.br/. Acesso março/2013.

Mas existem muitas outras ...

A portuguesa Filipa Pato, filha do gênio da Bairrada, Luis Pato, toca desde 2001 um projeto próprio, o FP Wines & Sparkling, que intitula "Vinhos autênticos, sem maquilhagem".


Felipa Pato

Diretamente do Chile, não posso deixar de mencionar Maria Luz Marín, enóloga e proprietária da Casa Marín, cujos vinhos fazem muito sucesso por aqui.

Maria Luz Marín

Outro projeto de grande sucesso de vendas aqui no Brasil são os vinhos sulafricamos da vinícola Juno, já comentados aqui no Vinho SIM como a pechincha de novembro/2012 (releia a matéria), que nasceu de um casamento entre vinho e arte, sempre estampando em seus rótulos, imagens da artista Tertia du Toit, muito conhecida na África do Sul por seus trabalhos sempre destacando a sensualidade feminina. Mulheres, que não por acaso, são destaque também dentro da vinícola, desde um dos lemas da empresa: “Honrar as mulheres, arte e vinho”, até a elaboração do vinho, que é feita por 4 enólogas, Adele Dunbar, Stephanie Betts, Alicia Rechner e Licia Solomans.


Equipe Juno



É fácil perceber que, assim como na sociedade como um todo, existem muitas mulheres perseverando no mundo do vinho, o que, pessoalmente, me deixa muito feliz, uma vez que, se qualquer forma de desigualdade ou preconceito já é repugnante em qualquer setor do nosso cotidiano, no mundo do vinho isso seria ainda maior, já que esta bebida fantástica deveria ser por si só, uma catalisadora dos bons encontros, da união entre as pessoas, da alegria e da paz!

Fica aqui meu brinde e meu MUITO OBRIGADO à todas as mulheres!

Que Baco nos ilumine sempre.
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