sexta-feira, 22 de novembro de 2013

2ª Edição do Ranking Vinho SIM de Espumantes Nacionais!


Depois da grande repercussão da 1ª Edição do Ranking Vinho SIM de Espumantes Nacionais, que contou com a participação de quase 30 vinícolas e 100 espumantes, numa das maiores degustações às cegas de espumantes já realizadas (leia as matérias), tenho a alegria de comunicar o lançamento do Ranking Vinho SIM 2014!

Com mais de 60 vinícolas convidadas e muitas novidades, esta 2ª Edição do RVS promete ser ainda melhor.

Muitas novidades nos próximos dias ...

Vinícolas interessadas em participar e que, eventualmente, não tenham recebido convite, por gentileza enviar e-mail para vinhosim@uol.com.br que será um prazer passar maiores informações.

Que Baco nos ilumine!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Vertical Ícones do Chile - Uma década de grandes vinhos!


São Paulo recebeu na tarde do dia 29 de outubro mais um evento pra lá de especial, a degustação vertical Ícones do Chile, que reuniu 12 amostras dos maiores vinhos do segmento ultrapremium do nosso vizinho.

Depois de algumas ótimas ações para tratar das novas Subdenominações do Chile, desta vez a Wines of Chile reuniu alguns especialistas, jornalistas e críticos em torno de uma questão inicial, lançada pelo mediador, Patrício Tápia: "os vinhos chilenos evoluem bem?"

O crítico chileno foi acompanhado pelos "pais/mães" (enólogos) de alguns dos vinhos presentes, como Ana Maria Cumsille (Altair), Angélica Carrasco (Casa Lapostolle), Cecília Torres (Santa Rita) e Gustavo Hormann (Viña Montes), que engrandeceram muito o evento, trazendo muita informação e  riqueza de detalhes que as fichas técnica jamais apresentam.

Para embasar a resposta, a ideia foi trazer as amostras em 6 pares, propondo 6 mini-verticais com vinhos de safras com alguns anos de diferença e ainda com o cuidado, segundo Tápia, de serem safras com características similares para que o comparativo fosse o mais correto possível. 

Vamos aos vinhos.

Da esquerda para a direita: Montes Folly, Lapostolle Clos Apalta, Altaïr, Errazuriz Don Maximiano, Concha y Toro Don Melchor e Santa Rita Casa Real. Foto: CH2A Comunicação.

A primeira mini-vertical foi com o Don Maximiano Founders Reserve, da Viña Errázuriz, localizada no Vale do Aconcágua, com as safras 2002 e 2010.


E que começo! Como já era de se esperar, dois grandes vinhos, mas, com estilos diferentes.

2010 é um corte de 78% Cabernet Sauvignon, 10% Carmenère, 7% Petit Verdot e 5% Syrah, tem um estilo mais "moderno", novo mundo, com grande concentração de fruta em compota, tostado e notas de trufas com um belo frescor e ótima persistência, enquanto 2002, um 100% Cabernet Sauvignon, mostrou-se mais elegante e refinado, com um incrível mentolado e notas de caixa de lápis e alcaçuz e mostrou-se que o 2002. O passar dos anos estão fazendo bem a este vinho.

Não só gostei mais do 2002, como o considerei um dos "TOP 3" da prova. 1 x 0 pros "velhinhos"!


Do Aconcágua, partimos partimos alguns quilómetros para o Sul, chegando ao Vale do Maipo, onde passamos ao famosíssimo Don Melchor, da Concha y Toro, com as safras 1996 e 2010.


O vinho é um verdadeiro ícone chileno no mercado brasileiro e mundial e seu currículo com inúmeras premiações dispensa maiores apresentações.

2010, corte de 3% Cabernet Franc com 97% de Cabernet Sauvignon, apresentou-se extremamente fresco, com nuances minerais e uma "pitada" de casca de laranja, que dá um toque levemente amargo, trazendo um certo mistério muito interessante ao vinho. Já o 1996, apesar dos "já" 17 anos ainda possui uma acidez que dá aquela "vontade de continuar bebendo" que eu aprecio muito no vinho. Muito elegante, com notas de tabaco e menta e final saboroso

Essa "disputa" ficou um pouco desigual, já que o 1996 está em seu esplendor, prontíssimo para ser consumido, enquanto o 2010 ainda é uma criança. Apesar de toda a exuberância do 1996, aposto num amadurecimento ainda melhor do 2010, mas, no momento, fico com o 1996! 2 x 0 pros "velhinhos"!


Ainda no Vale do Maipo, seguimos com o Casa Real, da Viña Santa Rita, das safras 2002 e 2010.


2010, um "puro sangue" Cabernet Sauvignon, traz aromas de frutas em compota e notas do tostado da madeira, mas impressiona mesmo quando vem pra boca, mostrando uma acidez crocante e boa mineralidade, que me dá a nítida sensação de uma grande evolução nos próximos anos, ainda mais esperada quando se passa para a prova da safra 2002, que eu defino como muito mais que um 100% Cabernet Sauvignon! O vinho é, ao meu ver, um dos maiores exemplos do que o Chile pode fazer com esta casta, uma aula de vinificação, quase que um tratado de como fazer um Cabernet Sauvignon e, ainda mais, uma das maiores mostras de como seus vinhos podem evoluir no decorrer dos anosMuito complexo e sedoso. Um daqueles vinhos que parecem sempre prontos para o consumo, pois sua evolução é constante. Ao meu ver, o melhor do painel. 3 x 0 pros "velhinhos"! Virou goleada!


Continuando nossa viagem sentido Sul chileno, partimos do Vale do Maipo para o Vale do Cachapoal, chegando à vinícola Altaïr, a mais jovem da degustação, e provando os vinhos ícones da vinícola das safras 2002 (a primeira da história) e 2010


Esta foi a mini-vertical que me deu mais condições de avaliar a evolução de um vinho, já que os vinhos da Altaïr foram os que se mostraram mais semelhantes, com um estilo bem definido

Eu já havia provado duas safras deste vinho, a 2004 e a 2006, e inclusive destacado a capacidade de evolução do vinho durante evento da importadora (Grand Cru) deste ano (relembre) que agora se comprovou ainda mais.

O 2010, corte de 76% Cabernet Sauvignon13% Syrah, 7% Carmenère e 4% Petit Verdotassim como seus contemporâneos, mostrou uma ótima concentração de frutas vermelhas e negras e boas notas provenientes do envelhecimento em carvalho que, claramente, vem sendo cada vez mais ajustado aos vinhos, já que no 2002, corte de 86% Cabernet Sauvignon7% Carmenère e 7% Merlot o uso da madeira foi bem maior. Se o 2010 evoluir como o 2002 será um grande vinho, mas acredito, baseado nas impressões de acidez e tanicidade, que este terá uma evolução ainda mais longa e brilhante que o "progenitor" da vinícola. Gostei mais do 2010! 3 x 1 pros "velhinhos"! Reação?


Depois de passar pelos Vales de Aconcágua, Maipo e Cachapoal, chegamos ao Colchágua, mais especificamente à sub-região de Apalta, uma das minhas favoritas do Chile.

Estando em Apalta, partimos para a degustação de um dos grandes ícones locais: o Clos Apalta, das safras 2002 e 2010, da Casa Lapostolle, que tive a oportunidade de visitar pouco tempo atrás (leia o artigo da visita).


O 2010, corte de 71% Carmenère, 18% Cabernet Sauvignon e 11% Merlot é uma verdadeira bomba de frutas e madeira, muito bem equilibradas por ótima acidez. Lembro-me de ter provado a safra 2009 deste vinho na visita que fiz à Lapostolle e de não ter me encantado tanto. O 2002, corte de 85% Carmenère/Merlot e 15% Merlot ainda possui boa acidez e continua mostrando a presença da madeira, neste caso já muito bem integrada com o vinho, e apresentou uma deliciosa nota de chocolate amargo que confere elegância ao vinho. Nesta disputa, deu "empate". 


Da Lapostolle, andamos pouquíssimos quilômetros até chegar à Viña Montes, outra que tive a felicidade de conhecer  (leia o artigo da visita) e provar alguns de seus ótimos vinhos. O escolhido para esta prova foi o Folly, das safras 2000 e 2010.



O 2010100% Syrah, completa meu quadro "TOP 3", com uma explosão de frutas negras permeadas por especiarias, acompanhadas de algum toque mineral e uma acidez pungente, que, somada à estrutura quase mastigável, tornam este vinho, ao meu ver, um dos grandes exemplares do que a Syrah do Vale do Colchágua pode apresentar ao mundo. Certamente crescerá muito com o passar dos anos! O 2000, também 100% Syrah, apresentou notas licorosas acompanhadas de especiarias doces, porém menos acidez do que eu gostaria, acredito que já alcançou seu auge e não deva melhorar nos próximos anos. A "disputa" termina 3 x 2 pros "velhinhos"!


Conclusões

1.
Se havia qualquer dúvida sobre a capacidade de envelhecimento "dos vinhos chilenos", certamente ela foi esclarecida, pois não houve um vinho sequer, das safras "antigas", que não estava ótimo!
Mas por que "dos vinhos chilenos"? É importante frisar que os vinhos apresentados na degustação são todos vinhos ícones do Chile, posicionados na faixa de preços entre R$ 350,00 ~ R$ 500,00, por isso, não considero adequado generalizar para "os vinhos chilenos evoluem bem". Para esta conclusão, seria necessária uma prova com vinhos de outras faixas de preço, pelo menos um pouco mais intermediária, já que comumente não se espera evolução de vinhos do dia a dia. Fica a sugestão para a Wines of Chile.

2.
O resultado final da minha "disputa" é passível de uma observação: 3 x 2 pros "velhinhos" (e um empate). Por que? Ao meu ver, os 3 jovens que "perderam" têm um ótimo potencial de envelhecimento e certamente evoluirão muito nos próximos anos, talvez até superando seus predecessores, mas o que me chamou mesmo a atenção foram os 2 que "venceram" suas disputas, já que tiveram pela frente grandes "adversários". Estes vinhos, Altaïr 2010 e Folly 2010, são vinhos para se ficar de olho e aproveitar qualquer oportunidade de compra, pois mostraram um incrível potencial e, certamente, evoluirão muito nos próximos anos e, quicá, décadas.


E foi assim. 

A divulgação e organização ficou a cargo da sempre muito eficiente CH2A Comunicação, que mais uma vez acertou em todos os detalhes.
Deixo aqui meus parabéns para a Alessandra Casolato e toda equipe!


Que Baco nos ilumine!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Pesquisadores do Morgan Stanley afirmam: vai faltar vinho no mundo!

"O mundo está prestes a vivenciar uma escassez global de vinho".


A frase acima é a síntese de um estudo feito por pesquisadores do instituto australiano Morgan Stanley, divulgado no final de outubro/2013 pelo portal CNN Money e divulgado hoje (08/11/2013) pelo UOL.

No estudo, os pesquisadores relatam a queda na produção desde 2004, que culminou com uma defasagem de aproximadamente 3,6 bilhões de garrafas em 2012, considerada a maior dos últimos 40 anos e atribuída à menor produção - principalmente devido à condições climáticas na Europa - e ao maior consumo no mundo todo.

A matéria, assinada pelo jornalista Aaron Smith, ainda traz uma informação bastante interessante (e, por que não, intrigante?): a China já o terceiro mercado consumidor do mundo, atrás apenas de França e Estados Unidos e, apesar de ter uma produção própria que vem se desenvolvendo bastante nos últimos anos, o país oriental possui uma população de mais de 1,3 bilhões de habitantes.

Se os chineses pegarem gosto de vez pelo vinho, a produção mundial têm condições de acompanhar o consumo?

Por outro lado, o ano de 2013 parece trazer um alento para a situação.

A OIV ("Organização Internacional da Vinha e do Vinho") acaba de anunciar uma previsão de aumento de 8,8% na produção mundial de vinho para o próximo ano, devido às excelentes colheitas principalmente na França, Espanha e Argentina. 

Outra visão

Na contramão das conclusões do Morgan Stanley, Stanley Rannekleiv, diretor-executivo do Food & Agribusiness Research and Advisory - "braço" do Rabobank International de Nova Iorque, um dos maiores credores do mundo para a comunidade agrícola - argumenta "Entendo como eles chegaram a essa conclusão, mas eu tomo um pouco de um ponto de vista diferente do MS (Morgan Stanley). Não não vejo essa defasagem no mercado, acho apenas que estamos nos movendo para um equilíbrio entre produção e consumo. Se o mercado estivesse realmente tão "apertado", por que os preços do vinho a granel estão caindo na maioria das grandes regiões do mundo?".

É ... só nos resta aguardar e torcer para que a especulação não onere os bolsos do consumidor final.

Quem viver, verá.

Que Baco nos ilumine!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Direto de Mendoza: Tempus Alba, a mais acadêmica das vinícolas sulamericanas!

TOP y - Visitas à Bodegas de Mendoza!


Visitar a Tempus Alba é uma experiência muito singular no mundo do vinho! Localizada no distrito de Maipú (Mendoza) - a apenas 30 minutos de Mendoza-Capital - e com aproximadamente 110 hectares de vinhedos próprios, parte deles junto à vinícola em Maipú, parte em Luján de Cuyo e parte em Tupungato, a Tempus Alba é um verdadeiro vinhedo-laboratório a céu aberto sem precedentes, pioneira no desenvolvendo de clones próprios de Malbec desde o ano 2000, cujo primeiro vinho resultado deste projeto é o Vero 2007, lançado recentemente e que ainda, infelizmente, não chega ao Brasil.

Não tenho notícias de nada parecido no mundo, o que já torna essa visita é umas das mais extraordinárias de Mendoza, obrigatória para iniciantes e inveterados

Clone desenvolvido in vitro no laboratório da vinícola

A Tempus Alba também conta com wine bar e restaurante muito charmosos, onde se pode provar qualquer um dos vinhos em taça e almoçar tranquilamente com uma linda vista dos vinhedos.

Varanda do Wine Bar / Restaurante
Carta dos vinhos por taça/garrafa que podem ser degustados no Wine Bar/ Restaurante

História / Vinhedos

É muito interessante a forma particular com que a vinícola trabalha as uvas de seus três vinhedos, mais uma característica de um estilo acadêmico pouco visto no mundo dos vinhos.

O vinhedo de Maipú, região considerada um paraíso para a Malbec, é o responsável pelos permanentemente testes e desenvolvimento  dos clones de Malbec, em condições similares a que enfrentarão em cada região para chegarem à seus terroirs com o maior grau de adaptação e condições ideais para a produção das melhores uvas.

Enquanto isso, no vinhedo de Tupugungato (Vale de Uco), onde são cultivadas Cabernet Sauvignon, Malbec, Tempranillo, Sangiovese e Semillon - boa parte plantadas pela própria família há aproximadamente 55 anos -, as condições de insolação com noites frescas (grande amplitude térmica) e a pouca precipitação pluvial (a irrigação é feita por canais com água do degelo dos Andes) geram vinhos muito macios, com grande teor alcoólico, taninos maduros e grande concentração de aromas e cor.

Já o vinhedo de Luján de Cuyo, que possui Malbec, Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Sauvignon Blanc e Chardonnay é todo coberto por um sistema de proteção contra congelamento, além da tradicional malha contra granizo muito importante na região.


Visita / Tour

A visita à Tempus Alba pode ser feita basicamente de duas formas.

A primeira delas é a auto-guiada (a qualquer momento dentro do horário de funcionamento), em que o visitante percorre a vinícola acompanhado por uma série de placas com informações sobre a história da Tempus Alba, os vinhedos, os estudos com clones de Malbec até chegar ao Wine Bar, onde pode degustar vinhos por taça enquanto prova algum petisco ou mesmo almoçar no restaurante que fica numa linda varanda com vista para os vinhedos.





A segunda forma – não necessariamente nesta ordem -  é acompanhada por um dos membros da família (agendada previamente!) que coordenará um tour percorrendo um caminho similar ao primeiro, com a grande vantagem de poder esclarecer quaisquer dúvidas in loco, o que é mais indicado para quem quer informações mais específicas sobre a produção e/ou detalhes da vinícola.

Fizemos a visita guiados por um dos proprietários, Mariano Biondolillo, que nos mostrou as instalações e nos contou sobre o trabalho extremamente acadêmico que vem realizando com os clones de Malbec desde 2000, cujo primeiro fruto é o vinho top da Tempus Alba Vero 2007, produzido com 100% de uvas Malbec clonadas pela vinícola.


Vinhos: degustação

Depois desta verdadeira aula sobre a Malbec de Maipú, partimos para degustação, onde tivemos a oportunidade de provar 9 vinhos, sendo os 6 da linha Tempus Alba e 3 da linha Premium.

A linha Tempus Alba é a chamada “linha de combate” da vinícola, a linha “intermediária”, composta por varietais de Malbec (Rosado e Tinto), Merlot, Tempranillo, Syrah e Cabernet Sauvignon, onde o que se busca é uma ótima relação qualidade-preço.


A linha toda nos chamou bastante a atenção, principalmente pela tipicidade que a vinícola conseguiu extrair de cada casta e impor aos vinhos, que, de fato, atingem o grande objetivo de serem ótimas opções de qualidade-preço. Ao meu ver, os maiores destaques da linha são o Merlot - sem passagem por barricas, com ótima presença de fruta e um frescor muito gostoso – e o Syrah, muito macio, com muitas notas de frutas maduras e toques de pimenta e especiarias dignas de vinhos cuja faixa de preço é, em geral, mais elevada.


 



Já a linha Premium, composta pelos ótimos Pleno, Pleno Reserva Del Enólogo e Vero, apresenta vinhos produzidos com as melhores uvas da vinícola e sempre com grande passagem por barricas de carvalho. São vinhos complexos, com ótima estrutura e com grande potencial de guarda.


O Vero 2007 – o vinho ícone da Tempus Alba -, justamente por toda sua história e por ser o primeiro vinho produzido com 100% Malbec clonadas pela própria vinícola tem uma história toda especial.

O nome tem duas referências principais. A primeira é bastante óbvia: vero significa “verdade”/“verdadeiro” em italiano! A segunda é uma homenagem aos três membros da 5ª geração da família, Vito, Ema e Roto, que inclusive têm suas impressões digitais gravadas no rótulo.

Coloração vermelho rubi intenso. Os aromas de frutas compotadas se destacam imediatamente, uma verdadeira “bomba de frutas”. Chocolate, baunilha, café, alcaçuz e charutos também aparecem. Paladar de muita estrutura, mastigável, confirmando muita fruta, algo que lembra geleia. A excelente acidez e os taninos maduros mostram a grande vocação gastronômica deste vinho. Final longo.


Menos pomposo, mas, ao meu ver, ainda mais destacado que o Vero, é o Pleno Reserva del Enólogo 2003, que leva 5% de Tempranillo de Tupungato no corte com 95% de Malbec.
O vinho, do qual foram produzidas menos de 1000 garrafas, estagiou 24 meses em barricas de carvalho novas e mais 18 meses na adega antes de sair ao mercado, em meados em 2009 e é, certamente, um dos grandes vinhos de Mendoza.

Coloração vermelho rubi intenso com leve evolução para o castanho. Na paleta aromática se destacam as frutas vermelhas maduras, compota de figo, com notas de ervas finas, de baunilha e chocolate. Muitos toques defumados. Paladar de ótima estrutura, muito complexo, onde se confirmam as notas frutadas, com um final levemente doce, mas equilibrado pela excelente acidez. Final muito longo.

Conclusão: Ir à Mendoza e não conhecer a Tempus Alba seria um grande crime para qualquer apaixonado por vinhos! A ligação da família com a região, a história da vinícola, a forma particular e acadêmica com que tratam sua produção e seus vinhos, a tornam certamente uma das grandes visitas da Capital do Sol. Uma visita imperdível!


Que Baco nos ilumine!

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Anota aí: I Feira de vinhos "naturebas" na Enoteca Saint VinSaint. Imperdível!


De cara, gostaria de dizer que é uma alegria muito grande poder divulgar esse evento realizado pela Enoteca Saint VinSaint.

Em nome dos amantes do vinho, quero agradecer a oportunidade que esta casa, sem dúvida uma das mais intimistas e charmosas de São Paulo, nos dá de participar de um evento sem precedentes: a Primeira Feira de vinhos "Naturebas" da Enoteca Saint VinSaint.

São Paulo precisava e merecia um evento assim.

Mais de 20 produtores e importadores (Bionysos, Mistral, En Primeur, Decanter, Premium, Dominio Vicari, La Charbonnade, Eduardo Zencker, Era dos Ventos, Galeria do Vinho, Elephant Rouge, Rota 293, Mediterrânea, Domínio Cassis, Hispania, De la Croix, Marco Danielle, Hors Concours, Weinkeller e Casa do Porto) nos brindam com mais de 100 rótulos "sinceros, autênticos, sem máscaras e com os pés no chão", como definiram os donos da Enoteca.

Sem mais delongas, um evento simplesmente imperdível

Aos interessados, foram disponibilizados apenas 100 ingressos e, para ser um "sortudo" desses é importante a compra com antecedência, diretamente pelo e-mail da Lis Cereja (lis@saintvinsaint.com.br), proprietária da casa, pois não serão vendidos ingressos no dia do evento (é claro, não sobrarão! rs).

A entrada custa R$ 60,00 e dá direto à degustação, 1 taça personalizada por pessoa e à compra de vinhos com preços diferenciados.

VALOR: R$60 por pessoa
DATA: 23/11/2013
HORÁRIO: das 14h às 19h.
ENDEREÇO: Rua Professor Atílio Innocenti, 811, Vila Nova Conceição - São Paulo, SP - Telefone: (11) 3846-0384.

É isso.
Simples e objetivo: não perca esta oportunidade!ao de participar do evento mais bacana do ano

Vejo vocês por lá.

Qual dos vinhos seguir você gostaria de ver comentado aqui no Vinho SIM?