4º Tasting Wines of Chile São Paulo - Masterclass "Os Extremos do Chile" - Vinhos comentados

Publicado por Blog Vinho SIM em 25.8.14 com Sem comentários
No início de agosto aconteceu em São Paulo a 4ª Edição do Tasting Wines of Chile, um já tradicional evento na capital paulista que sempre traz grandes notícias e novidades do vinho chileno.   inoram apresentados, em sequência , dos quais falarei um pouco mais em breve aqui no Vinho SIM.


Novo mapa vitivinícola do Chile. Fonte: Wines of Chile

Lago Ranco Sauvignon Blanc 2013 (Casa Silva)

Sauvignon Blanc mais extremo (Sul) do Chile que expressa toda a influência do Lago Ranco e da Cordilheira dos Andes. Vinho impossível de ser comparado com os demais SB chilenos. Não muito expressivo no nariz e muito fresco na boca, com uma acidez crocante e elegante. Muito gostoso, mas não impressiona. Como todos os outros, vale muito a prova para conhecer algo novo.

Nota VS: 15/20

Talinay Chardonnay 2012 (Tabalí)

Do extremo Sul viajamos quase 2000km Norte para chegar ao Vale do Limarí, de onde provém este exótico Chardonnay, que apresenta deliciosas notas de papaia com delicados toques minerais. Grande concentração de sabores, muito equilibrado e final longo. Excelente vinho, destaque da degustação.

Nota VS: 17/20

Los Patricios Chardonnay 2012 (Pandolfi Price)

Seguimos nossa viagem voltado ao Sul, especificamente para o Vale de Itata, uma das regiões mais antigas da vitivinicultura americana, com tradição de mais de 400 anos. O vinho apresentado passou 22 meses de barricas de carvalho, que aparecem claramente no contato inicial com a taça, fundindo-se com notas de frutas tropicais. Na boca é um vinho um tanto confuso, já que a alta acidez tenta se sobressair em relação à madeira e alguns toques minerais aparecem também. Diferentão do padrão Chardonnay sulamericano. Claro, vale a prova.

Nota VS: 15/20





Gallardía del Itata Consault 2013 (De Martino)

Seguimos no Vale de Itata com este 100% Cinsault, vindo de vinhedos com condução bem natural, sem adição de produtos químicos e sem utilização de nenhum tipo de maquinário, cuja impressão inicial é de aromas adocicados que me parecem um pouco enjoativos. Já na boca, apresenta uma ótima acidez - contrapondo um pouco a pouca acidez costumeira da Cinsault - que, juntamente com uma gostosa mineralidade e notas de framboesa fresca completam o ótimo conjunto rústico-fino do vinho.

Nota VS: 16/20






Outer Limits Old Roots Cinsault 2013 (Montes)

Ainda no Vale de Itata, a reconhecida Viña Montes é mais uma a apostar no conjunto Cinsault + Vinificação Natural. Este 2013 foi produzido a partir de cachos inteiros e não sofreu fermentação malolática. Nariz extremamente sedutor, com uma harmonia perfeita entre elegância e rusticidade que lembra muito alguns supervinhos franceses e italianos. Na boca é pleno, preenchendo todos os espaços que encontra cmo um equilíbrio entre fruta e acidez sensacional. Para mim, é apenas uma questão de tempo para ser aclamado como um dos grandes vinhos chilenos.

Nota VS: 18/20

Tara Red Wine 1 (Vinho base Pinot Noir 2012) (Ventisquero)

Do tradicional Vale de Itata, partimos novamente rumo norte chegando ao Vale Huasco, extremo norte chileno, já quase no deserto do Atacama para provar este incrível Pinot Noir, para mim o melhor vinho da Masterclass. Aromas e sabores que mesclam framboesas e terra molhada, envoltos por toques quase salgados que lembram cogumelos em conserva. Um dos grandes Pinot Noirs sulamericanos, muito mais similar ao estilo Borgonha que com os tradicionais (e não gostosos!) "novo mundenses" cheios de fruta e madeira. Final longo e levemente salgado.

Nota VS: 18/20

Los Despedidos Pais 2013 (San Pedro)

Voltamos agora ao vale de Itata para vivenciar uma experiência única, praticamente uma volta no tempo: provar um exemplar produzido com a uva Pais, uma tradicionalíssima casta chilena por muitos anos esquecida pelos enólogos. Boa dose de frutas vermelhas frescas com um contorno adocicado, que eu, particularmente, não sou muito fã. Sem dúvida é um vinho que vale a prova por toda a história e tradição que que o envolve, mas creio que lhe falte um pouco de acidez. Final médio.

Nota VS: 15/20





Syrah Aconcagua Costa 2012 (Errazuriz)

O Aconcágua é a nossa próxima parada, onde provamos um Syrah de vinhedos localizados à apenas 12km do Oceano Pacífico. Aqui aparece aquele azedinho de cerejas frescas acompanhados por notas de pimenta branca, que voltam a encantar na boca. A acidez muito gostosa que limpa o palato é um convite para massas com molhos generosos de tomates frescos ou mesmo para embutidos. Vinho muito elegante, um campeão no quesito 'vontade de continuar bebendo' com final longo e gostoso.

Nota VS: 16,5/20

El Insolente Carignan 2010 (Rogue Vine)

Voltamos ao Vale de Itata para degustar um vinho produzido com mas casta que vem dando grandes resultados no Chile nos últimos anos. O nariz cheio de frutas e couro com toques defumados e a boca com um certo ar de rusticidade, aquele "quê" de "sem maquiagem" são um brande convite para conhecer e provar este vinho. Sem dúvida um ótimo exemplar para desfrutar e estudar.

Nota VS: 17/20





Piedras Pizarras Cabernet Sauvignon 2013 (Santa Carolina)

E o que seria de uma degustação de vinhos chilenos sem um Cabernet Sauvignon? Este do Vale Cachapoal consegue expressar algumas características típicas da casta, como algo mentolado e notas de groselha, com alguns toques de terra e um ar rústico que reflete seu terroir e o estilo de vinificação que a vinícola adota nesta linha. Encerramos a degustação com mais exemplar digno de ser provado.
Nota VS: 17/20
E foi assim, vinhos bem diferentes do "padrão-Chile" que nos acostumamos a provar nos últimos tempos o que, pessoalmente, me deixou bastante animado, já que a mesmice que o mercado tem se tornado e nos apresentado tem tornado algumas provas muito monótonas e previsíveis. Os próximos anos prometem grandes novidades ...

Que Baco nos ilumine! 
Reações:
Categories: ,