quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Já provou um corte de Cabernet Franc, Merlot e Malbec? Villaggio Grando Além Mar 2009



Hoje vou escrever sobre um vinho bastante interessante de vinícola que venho acompanhando há alguns anos e tenho notado sua seriedade e melhora dos seus vinhos ano após ano: a Villaggio Grando, da região de Água Doce, Santa Catarina.

O site da Villaggio Grando conta assim sua história:

"A história se inicia nos anos 90, quando com um amigo francês, cuja família era produtora de armanhaque há muitos anos na França, visitando a região onde hoje se localiza a vinícola, mexendo na terra e analisando o clima e a altitude, indicou o local como "um dos grandes lugares do mundo para se plantar uva para produção de vinhos de qualidade". Um ano após este fato o fundador Maurício Carlos Grando, encontrou-se com o enólogo Jean Pierre Rosier, formado na universidade de enologia de Bordeuax, na França, em uma degustação e este confirmou as idéias expostas. Este mesmo enólogo trouxe da França as primeiras mudas, as quais, em dezembro de 1998 foram plantadas, iniciando um laboratório de pesquisa para a adaptação de castas, o qual, hoje conta com mais de 100 variedades de vitis viniferas, em 5 hectares, diariamente pesquisadas e controladas para se chegar ao exato conhecimento das variedades que melhor se adaptarão ao terroir. Dois anos se passaram e em 2000, foram implantados alguns dos vinhedos hoje existentes em escala comercial com aquelas que melhor se adaptaram à região. O vinhedo vem sendo aumentado com o intuito de se ter plantações suficientes para que sejam abortados todos aqueles cachos em excesso, dando assim à planta, capacidade plena de produzir frutos com qualidade igual a vista nas regiões vinícolas já consagradas do mundo e possibilitando produzir vinhos de forma natural que atingem ótimos níveis de maturação e guarda. Sempre prezando pela máxima qualidade dos produtos a vinícola vem, ano após ano, investindo no controle de produção, melhoramento dos produtos e conta com um vinhedo de 45 hectares cuja produção somando todos os produtos que engloba tintos, brancos, espumantes e em um futuro próximo, um brandy e licoroso chegando a 260.000 garrafas/ano."

Conheci bem os espumantes da vinícola, que obtiveram destaque nas edições do Ranking Vinho SIM de Espumantes Nacionais - e agora seus brancos e tintos também foram bem avaliados pelos jurados da 1ª Edição do Ranking Vinho SIM de Brancos, Tintos e Rosés (2015), motivo pelo qual acabei me interessando em conhecer melhor este Além Mar 2009.


Este corte de Cabernet Franc, Merlot e Malbec, elaborado em terras catarinenses pelo renomado enólogo português António Saramago é uma daquelas raridades que só quem está aberto ao novo é capaz de encontrar. Nariz cheio de frutas vermelhas e negras acompanhadas de toques mentolados, florais e tostados. Na boca tem um equilíbrio diferente/interessante: acidez-maciez-fruta. Elegante, com boa vocação gastronômica e final delicioso. Com todos atributos, o preço na casa dos R$ 79,00 ainda é uma boa pedida. Recomendado.

ÓTIMO (16/20) / R$ 79,00 (www.villaggiogrando.com.br)
E foi assim. 

Que Baco nos ilumine!

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Pepe Reginato, um dos maiores 'gurus' do espumante Argentino

 REGINATO CAJA X 6 Espumante   Brut CHARMAT

Foi durante uma visita à Bodega Hacienda del Plata (recorde o artigo) que conheci Pepe Reginato, uma espécie de guru do espumante argentino, consultor de diversas vinícolas mendocinas na produção deste tão maravilhoso vinho.

Com uma fala segura e direta, de quem conhece o assunto, Pepe apresentou com exclusividade ao Blog Vinho SIM dois espumantes de sua produção, cuja elaboração é dividida com Mathias Prieto, enólogo também da Hacienda del Plata, que na ocasião não pode estar presente por compromissos pessoas.


Provamos alguns espumantes bem distintos e bem interessantes, mas estes dois mencionados pelo Pepe foram os que realmente mais se destacaram, principalmente por serem produzidos com uvas Malbec, produtos quase únicos no mundo do vinho.

O primeiro foi o Reginato Malbec Rosé 2013, um Charmat com dois meses de contato com as borras que já chama à atenção por ser um Charmat safrado, algo pouco comum. Se mostrou leve com frescor médio, um toque de taninos bem interessante e incomum nos espumantes brasileiros e final levemente adocicado. Na avaliação VS mereceu a nota 15/20. 

O segundo foi o 
Reginato Celestina Malbec 2011, produzido pelo método Tradional com 36 meses de contato com as borras e também safrado. Aqui a Malbec já mostra um pouco mais, trazendo muitas notas de frutas vermelhas maduras que, acompanhadas das notas tostadas e de fermentação formam um conjunto bem raro e interessante. Na boca, o adocicado das frutas é acompanhado de perto por ótima acidez que deixa o espumante muito equilibrado. Persistência longa e final muito saboroso completam o conjunto, que mereceu amealhou 17/20 pontos na avaliação VS.

São espumantes que não estão no Brasil, embora tenham preços (US$ 4,00 e US$ 7,00, respectivamente, no mercado Argentino) que, dependendo de algumas condições de mercado, podem ser competitivos por aqui.

E assim tivemos a oportunidade de viver mais esta experiência que tenho o prazer de compartilhar com vocês.Para dúvidas, comentários, críticas e sugestões deixe seu comentário.

Que Baco nos ilumine!

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