Critérios de Avaliação / Como avaliamos?


Pessoalmente, preferimos a descrição do vinho (um conceito) à uma nota, mas como muitos leitores solicitam um número para se situarem, vou aliar um conceito - que será uma adaptação dos conceitos do sommelier Enrico Bernardo - a uma nota numa escala de 0 a 20 pontos, baseada nas avaliações de Jancis Robinson.

EXCELENTE (19-20): Todos os valores de intensidade, persistência, corpo, equilíbrio, evolução e prazer proporcionado estão perfeitos.

REFINADO (17-18): Vinho situado num grau notável de sutileza e elegância. Algum dos atributos acima não está perfeito.

ÓTIMO (14-15-16): Acima da média, com qualidades interessantes, porém sem atributos para ser considerado notável.

BOM (12-13): Vinho fácil de se compreender, sem pretensão de envelhecimento, mas agradável de beber.

RAZOÁVEL (10-11): Vinho que apresenta uma nota abaixo da crítica, como taninos muito secos, acidez muito acentuada ou utilização exagerada de madeira.

RUIM (abaixo de 10): Apresenta defeitos claros, como acidez volátil, oxidação e/ou presença de anidrido de carbono. São os tintos desagradáveis ao extremo, os brancos que "queimam", os espumantes "chocos", os rosés que atordoam, ...

É claro que qualquer avaliação deve ser acompanhada de um dado importantíssimo: o preço. Por isso usarei a expressão QUALIDADE-PRECO para tentar situar um pouco mais o vinho para o leitor.

Outro quesito muito importante usado por nós é o VONTADE DE CONTINUAR BEBENDO, onde o leitor consegue ter uma visão mais simplificado sobre o prazer que aquele vinho pode nos trazer no momento em que o estamos desfrutando nas mais diversas ocasiões.